ATUAÇÃO RESPONSÁVEL Indicadores comprovam eficácia Apesar de sempre estar na alça de mira de detratores e ambientalistas de plantão, mais uma vez a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) se reuniu em São Paulo para comemorar bons indicadores de desempenho socioambientais do setor químico. Dessa vez, foi nos dias 2 e 3 de agosto, durante o 10º Congresso de Atuação Responsável, quando os coordenadores do programa específico para saúde, segurança e meio ambiente divulgaram o relatório do Atuação Responsável 2006, disponível na íntegra no site da Abiquim (www.abiquim.org.br).
Esse esforço é simbolizado pelo volume de investimentos ambientais das 104 signatárias que responderam aos questionamentos do relatório: R$ 181 milhões em 2005, sendo desse total R$ 156 milhões em despesas efetivas para controle ambiental, ou seja, R$ 4,44 investidos por tonelada produzida e R$ 3,82 gastos/tonelada produzida.
Os ganhos econômicos com a melhor gestão da água também foram medidos: o custo de tratamento de água foi reduzido de R$ 7,50 para R$ 5,00 por tonelada de produto. Além disso, apenas com a redução de emissão de efluentes – de 3,05 m3/t, em 2004, para 2,75 m3/t em 2005 – foi possível em um ano obter uma economia de R$ 16, 4 milhões.
Também há de se notar, por meio de outras métricas divulgadas, a estabilização do consumo de gás natural e a migração do uso de combustíveis fósseis de menor eficiência energética para esta fonte mais limpa. No quesito segurança, quase todos os indicadores foram positivos, com exceção de dois deles: o número de acidentes dos trabalhadores próprios com afastamento, que passou de 2,23, em 2004, para 2,74 acidentes por milhão de horas de exposição em 2005, e o que quantifica o número de eventos em processos industriais, ou seja, explosões, incêndios ou vazamentos de produtos para o meio ambiente. Foram registrados 24 eventos, contra 22 de 2004.
A queda na taxa total é
explicada pela redução no número de acidentes ocorridos com os
trabalhadores contratados, com melhora de 18% , se comparados 2004 e 2005,
e de 51,6%, entre 2001 e 2005. Merece destaque ainda, em segurança, a
diminuição acentuada de acidentes que geraram incapacidade, ou seja,
graves. Em 2005, não houve ocorrências desse tipo e, da mesma forma, houve
redução nos óbitos, de três para dois acidentes fatais.
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