O segmento de
tintas imobiliárias representa quase 60% do faturamento da indústria
de tintas no Brasil e mantém a trajetória de crescimento
anual de vendas muito próxima ao desempenho do Produto Interno
Bruto (PIB). Embora seja baixo o incremento, os fabricantes de tintas
têm motivos para projetar a expansão do mercado, em especial
pela combinação do maior poder aquisitivo das camadas sociais
mais pobres com a crescente oferta de crédito e incentivos para
a construção civil habitacional. O fortalecimento da demanda encontrará o setor
imerso em intenso movimento pela melhoria da qualidade, embasado pela
instituição de normas oficiais de desempenho do produto.
Criam-se condições para quebrar o domínio das formulações
acrílico-estirenadas, por tornar viáveis outras resinas,
entre elas as acrílicas puras e polímeros com monômeros
inovadores. “Estamos em um período de grande estímulo à construção civil direcionada para reduzir o imenso déficit habitacional do Brasil”, considerou Dílson Ferreira, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Tintas (Abrafati). Somando todas as linhas de financiamento disponíveis em 2006 para essa atividade, ele chegou ao total de R$ 18 bilhões.
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