O projeto de ajustamento da oferta de hidrocarbonetos da RLAM à demanda local certamente exigiria investimentos significativos, requeridos na conversão de grande volume de gás natural em hidrogênio e na instalação da própria unidade HCC. "Entretanto, os ganhos em termos de agregação de valor e aumento de oportunidades econômicas a jusante, com reflexos de natureza econômica e social, também seriam significativos, face aos volumes envolvidos", ressalta Ary Silveira. 

O fuel oil, por sua vez, é o maior item de exportação da Bahia: os embarques desse óleo somam cerca de três milhões de t/ano. Somente nos primeiros quatro meses deste ano corresponderam a 346 milhões de dólares, uma receita gravosa, considerando que é exportado a preço 20% inferior ao da própria matéria-prima.

A idéia de instalar uma refinaria que gerasse oferta reduzida de resíduos pesados (white refinery) não é nova.

Três anos antes da formação da Braskem, avaliação técnica e econômica feita em virtude de um desejado terceiro cracker para elevar a capacidade de produção de eteno do patamar de 1,2 milhão de t/ano para 1,8 milhão, considerou duas hipóteses: comprar uma refinaria no Caribe; e investir 800 milhões de dólares para instalar na Grande Salvador uma refinaria que responderia por cerca de 50% da demanda já ampliada de
nafta (cinco milhões de t/ano).

Fred Passos

Silveira sugere uso de HCC na RLAM

Para a refinaria de 800 milhões de dólares, dois processos foram considerados: o do coqueamento retardado do resíduo a vácuo e o do hidrocraqueamento do gasóleo, que chegou a ser considerado o mais indicado.

"Tem a desvantagem de consumir quantidade expressiva de hidrogênio, porém possibilita a produção de matérias-primas e combustíveis de excelente qualidade, em vez de coque verde", admitiu na época o então superintendente da Copene, Marco Antônio Hebert. A refinaria supriria também os processos que exigem óleo, gases, combustíveis e coque de petróleo. Havia a vaga previsão de que até 2005 deveria estar construída.Frustrações - Entre os possíveis investimentos que se apresentariam em Camaçari no rastro da formação da Braskem foi apontada a planta de 500 mil t/ano de estireno, um empreendimento de 250 milhões de

Cuca Jorge

Capelmann: design de labritinto previne ponoto

dólares investidos no âmbito da então prevista joint venture Dow Química - Basf. Hoje, quatro anos depois, as 370 mil t/ano de benzeno que supririam essa fábrica continuam sem uso local, na unidade de insumos básicos da Braskem.  

 
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