| |
O multiple wall (parede múltipla) se apresenta na forma de vários
single walls concêntricos. O terceiro formato é o de cup stacked (copo
empilhado), cujo formato é comparado pelos cientistas ao de vários
“chapéus de aniversário que têm as pontas cortadas e são sobrepostos”.
Esses chapéus, é lógico, têm dimensões nanométricas.José Maurício Rosolen, professor livre docente do departamento
de Química da USP de Ribeirão Preto, uma das escolas brasileiras
que já produzem os nanotubos, explica que o tipo de es-tru-tura
dá ao nanotubo de carbono diferentes propriedades.
| Divulgação |
“Sempre
é interessante identificar qual tipo apresenta características
mais apropriadas para cada uso.
Em determinadas aplicações,
os três tipos podem ser aproveitados. Em outros casos, uma das estruturas
surge como única alternativa”, explica. O single wall, por
exemplo, é o único com característica de material
semicondutor.
Por isso é o indicado para uma série de aplicações
dirigidas à indústria eletroeletrônica.
Na hora de produzir os nanotubos, pode-se selecionar o tipo de estrutura
desejado. “O mais fácil de ser produzido é o multiple
wall. O mais difícil é o cup stacked”, revela o professor. |
 |
 |
| Tipos de corpo de
nanotubos single wall (acima) e multiple wall (abaixo) |
Métodos de produção – Apesar
de seu potencial de uso, para que o nanotubo de carbono seja incorporado
de forma mais destacada em aplicações industriais, há um grande obstáculo
a ser vencido.
| Ele não é uma
estrutura alotrópica.Precisa ser produzido com a síntese de
substâncias que contenham carbono, e ainda não existe uma tecnologia
barata e confiável para produzir o material em grandes quantidades,
apesar de já terem sido desenvolvidos diferentes métodos de produção
de amostras.
Alguns métodos de produção em laboratório já são bastante conhecidos.
O mais antigo é o de arco elétrico, desenvolvido há cerca de dez anos.
Parte da utilização de dois eletrodos de grafite, um deles enriquecido
com partículas de um metal que terá a função de catalisador – podem
ser usadas partículas de níquel, cobalto, molibdênio, ferro ou
manganês. |
Divulgação |

|
| Pimenta: Brasil compete com pais da Europa |
|
|