Tudo começou em 1985, quando ajudados pelo de-senvolvimento de
mi-cros-cópios cada vez mais poderosos, os cien-tistas descobriram
o fureleno, terceira forma alotrópica do carbono ou, em uma definição
mais simples, terceira estrutura formada exclusivamente por carbono existente
na natureza – as outras duas formas alotrópicas do elemento
químico são o diamante e grafite. O fureleno tem o formato
de pequenas esferas com diâmetro na escala de nanômetros (o
nanômetro é a bilionésima parte de um metro). A notícia suscitou uma série de estudos que procuravam
saber mais sobre a novidade. Em um deles, ocorrido em 1991, o microscopista
japonês Sumio Ijima acabou descobrindo um outro material diferenciado:
os nanotubos de carbono. Pela descoberta, o cientista nipônico ganhou
o Prêmio Nobel de Química. A comunidade científica,
por sua vez, passou a se dar conta da existência de uma matéria-prima
com propriedades extraordinárias, cujo potencial de aplicações
vem sendo considerado formidável pelos mais avançados institutos
de pesquisa do mundo e por indústrias de inúmeros segmentos
da economia. Com propriedades fantásticas e geometria muito mais adequada do que o fureleno para as mais diversas utilizações, os nanotubos roubaram a cena e ganharam espaço nos meios acadêmicos. Para se ter uma idéia do interesse despertado, pode-se verificar a evolução do número de publicações científicas editadas em todo o mundo sobre o tema. Em 1993, foram divulgados em torno de dez artigos sobre o material. Em 2001, o volume esteve próximo dos mil artigos.
“
Estruturas diferentes - Hoje existem três estruturas de nanotubos de carbono consideradas mais importantes pelos especialistas. Uma delas é o single wall (parede única), com o formato de um cilindro oco fechado nas duas extremidades por semi-esferas. O corpo cilíndrico do material pode ser definido como uma “folha de grafite enrolada”, com diâmetro que varia de 0,7 a 50 nanômetros e comprimento da ordem de 20 nanômetros a alguns microns.
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