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Segundo o gerente de negócios da Kurita, José Roberto
Pastor, a Unipar deixou clara a meta de impedir o engargalamento da
unidade de cumeno em virtude de problemas com o resfriamento do processo.
“Tanto foi assim que determinou um bônus para o tratador que garantisse
a vazão mínima de 480 metros cúbicos por hora”, explica. Depois de 11
meses com a conta, a Kurita conseguiu aumentar a vazão em 100 m3/h,
para 580 m3/h, garantindo que a empresa mantivesse a carga
produtiva com certa folga. Esse resultado gerou o bônus para a Kurita,
segundo Pastor, de valor simbólico (cerca de 5% do contrato). “Já os oxidantes muito enérgicos, como o próprio cloro, ozônio ou o dióxido de cloro, reagem muito rapidamente com as bactérias sobrenadantes (planctônicas), agindo como biocida, mas não removendo a lama formada pelas bactérias sésseis e nem combatendo as algas”, explica Aguiar. Nesse caso, o cloro estabilizado age menos como biocida do que os outros oxidantes (o que é resolvido com a dosagem de agentes com essa função, de forma alternada e após o produto da Kurita remover o biofouling). Mas sua ação específica contra o biofilme, um dos principais limitantes de troca térmica em instalações servidas por água com alta contaminação, torna a solução ideal para a Unipar. “A incrustação biológica vai minando a capacidade de troca e de vazão”, acrescentou o gerente de negócios, José Roberto Pastor. Uma outra atitude do tratamento da Kurita foi apenas de ordem hidráulica. Para diminuir a necessidade de descarte e aumentar o volume disponível de água de make-up da torre, a empresa desviou para o resfriamento o rejeito salino da unidade de osmose reversa existente para desmineralizar água de caldeira. A alta salinidade do rejeito foi reduzida empregando-se um filtro ocioso da estação de tratamento de água da Unipar. “Fizemos uma análise integral das possibilidades de reaproveitamento de água na empresa. Isso ajudou muito no gerenciamento da conta”, informa Pastor. No Sul – Se a Kurita conseguiu se sair bem na Unipar, tomando o cliente da Nalco, o inverso também ocorreu recentemente em conta no pólo petroquímico gaúcho, em Triunfo-RS, na Ipiranga Petroquímica. Em setembro de 2005, a Nalco ofereceu uma solução à petroquímica para tratar torre com vazão de recirculação de 7.500 m3/hora, que foi aceita. O tratamento se baseia em nova tecnologia de resfriamento da Nalco, a 3D Trasar, lançada em 2004 (ver QD-431, de outubro de 2004) e voltada para sistemas críticos de resfriamento, com produtos específicos para combater corrosão, incrustação e microbiologia, cujos parâmetros são controlados e monitorados on-line.
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