Disputa pesada esquenta hoje o mercado de condicionamento de água de resfriamento, sobretudo quando se envolvem as grandes contas industriais, como as do setor químico e petroquímico. A briga tem muito a ver com o histórico recente da indústria nacional, sem demanda suficiente para incentivar expansões e novas obras, o que obriga os tratadores de água a crescer à custa de contas tomadas dos concorrentes. Nesse cenário quase beligerante, as ofertas de tecnologias e soluções vantajosas no aspecto custo-benefício são apresentadas com agressividade peculiar. Sobram exemplos para demonstrar a conduta dos fornecedores. Há muitas histórias de conquistas de contas por meio do emprego de soluções com melhor rendimento, nas quais ciclos de concentração de torres são aumentados e grandes volumes de água de reposição economizados. E há ainda relatos de inspeções de tubulações e trocadores de calor, em paradas de manutenção das torres feitas após os novos tratamentos, cujos resultados indicam melhor conservação dos equipamentos. Todos os ganhos conseguidos com mudanças em sistemas anteriores. Sem risco de aparentar parcialidade para uma ou outra
empresa, os casos ocorrem na maior parte dos grandes competidores, que
ganham e perdem clientes ao mesmo tempo. Para começar, vale o relato do
ocorrido no pólo petroquímico paulista de Capuava, em Mauá-SP, na
Unipar, produtora da segunda geração. Lá houve uma dessas mudanças de
tratamento que geraram divulgação de ganhos e uma possível maior
“fidelização” do cliente. Em maio de 2005, a Unipar realizou concorrência
em que a Nalco perdeu a conta para uma proposta da Kurita. Um ponto
central da disputa pela torre de 1.300 m3/h foi a exigência de
garantia de limite de vazão mínima de água para resfriamento de uma área
considerada crítica pela Unipar: a de cumeno, por sinal, o principal
insumo produzido pela empresa, intermediário do fenol e da acetona. |
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