O equilíbrio de oferta e demanda de dióxido de titânio suportou os efeitos da passagem de dois furacões pelo sul dos Estados Unidos no segundo semestre de 2005. Os fenômenos meteorológicos mais conhecidos pelos insinuantes nomes de Katrina e Rita pararam entre agosto e dezembro a produção na maior fábrica mundial do pigmento e agente opacificante, localizada em De Lisle (Mississipi, EUA), equivalente a 7% da capacidade instalada global.

Mesmo assim, os preços não dispararam acima do patamar de US$ 2 mil por tonelada dos tipos mais comuns (commodities). A despeito de problemas isolados de suprimento, os principais mercados mundiais foram abastecidos. Para 2006, sem a previsão de novas tormentas, espera-se que o equilíbrio persista, ou seja, as fábricas devem ser mantidas quase totalmente cheias, porém sem justificar projetos de expansão significativos.

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“Como houve queda de vendas totais em 2005, esperamos um aumento em 2006, até para a recomposição de estoques que foram ou estão sendo consumidos”, explicou Ciro Marino, responsável pelo negócio de dióxido de titânio da Lyondell (Millennium Chemicals) na América Latina. Acompanhando o comportamento histórico desse mercado, ele aponta a alternância de anos de forte expansão de demanda com anos de quedas pronunciadas.

Trata-se da combinação de expectativas de preços com o conhecido “efeito manada”, ou seja, ao primeiro vislumbre de uma possível escassez de produto, verifica-se a formação de estoques protetivos (e especulativos) a jusante em larga escala. No ano seguinte, os estoques elevados representam impacto sobre custos fixos e provocam o movimento de mesma intensidade no sentido inverso, ou seja, a demanda cai até que os estoques sejam desovados ou consumidos. Essas flutuações, porém, se ajustam a uma curva de tendência declinante de preços desde a década de 1950.Na análise da Lyondell, o consumo real desse produto segue rigorosamente as taxas de crescimento da economia mundial. A expectativa global aponta para a taxa de 3% em 2006, que deveria ser a mesma para o dióxido de titânio. A esse percentual devem ser acrescidos eventuais movimentos protetivos ou especulativos.

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Marino:pigmento chinês substitui o ucraniano

No Brasil, registrou-se aumento de vendas do pigmento da ordem de 4% em 2005, incluindo a formação de estoques, que agora estão sendo consumidos, justificando o esfriamento da demanda no início de 2006.

 
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