Com visão mais crítica em relação ao futuro da produção mais limpa,
Rosele de Felipe Wittée Neetzow, coordenadora do núcleo tecnológico do
Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL) com sede em Porto Alegre,
aponta como desafio da indústria neste momento conseguir diminuir para
índices insignificantes os chamados tratamentos fim de tubo.
Rosele critica também a maneira como as consultorias estrangeiras
tentam vender suas soluções muitas vezes se valendo da falta de
informação do empresário brasileiro. "O cara chega aqui e diz que tem
uma tecnologia nova como por exemplo a osmose reversa. Só que não é
nova. É velha e cara. "Se fica fora do poder aquisitivo, a empresa não
entra na produção mais limpa", resume Rosele. E continua ao lembrar que
um País capaz de construir aviões, satélites e enriquecer urânio poderia
perfeitamente desenvolver tecnologias próprias em nome da produção mais
limpa. "É muito comum o pessoal ir às feiras no exterior e fotografar
equipamentos para tentar copiar, mas muitas vezes não dá certo porque o
que parece ser uma coisa por fora é diferente por dentro."
Esse tipo de gargalo, acrescentou Rosele é muito observado em
indústrias de fibra de vidro em que enormes volumes da manta ficam no
chão após a aplicação em uma piscina, reservatório, carroceria, peças de
ônibus, entre outros produtos.
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