Quando os recursos para investimentos se tornam escassos, rapidamente
os parques fabris ficam defasados. É o que vem ocorrendo com as
linhas de aplicação de tinta em pó no Brasil. Em
sua grande maioria, as linhas instaladas no País estão obsoletas.
Pelo menos é o que dizem os representantes dos líderes mundiais
na venda destes equipamentos. O motivo: após uma forte onda de investimentos nos anos 90 em
novas linhas de aplicação de tinta em pó, os negócios
passaram a andar de lado nesta década. Ou seja, a maior parte do
parque instalado é antiga. Por outro lado, poucos também
são os movimentos de atua-lização das linhas ins-taladas.
“Não existem grandes investimentos.
O resultado é que, em se tratando de produtividade na aplicação
de tinta em pó, a indústria brasileira está ficando
para trás. Essa realidade afeta a competitividade de uma gama de
setores industriais importantes. Eletrodomésticos, autopeças,
máquinas e equipamentos agrícolas, bicicletas, tubos, esquadrias
de alumínio e o setor moveleiro são alguns exemplos. Em diversos segmentos industriais, a aplicação de tinta
em pó é considerada vantajosa. Essas tintas não emitem
solventes, portanto são menos poluentes. Elas são mais eficientes.
Em cada quilo de tinta comprada, 980 g são efetivamente transformadas
em revestimento. E o custo aplicado da tinta em pó, por exigir
apenas uma demão, é 40% inferior ao da tinta líquida.
O problema está no fato de que, para montar uma linha de aplicação
de tinta em pó, o investimento inicial é mais alto. A pintura
a pó é aplicada de forma eletrostática. Uma linha
de aplicação é composta por um sistema de pré-tratamento,
transportadores, cabines de pintura, pistolas de aplicação
e estufa de cura. O custo de uma linha varia, é claro, de acordo
com seu perfil tecnológico e tamanho. Apenas como referência,
uma linha de aplicação completa, composta de 8 pistolas
importadas top de linha, é avaliada em US$ 1,5 milhão. |
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