Pode ser aplicado em multiponto e pistola, proporcionando um ótimo nivelamento e espalhamento. É indicado para couros que exigem resistências como estofamentos e napas.

Em automação industrial, a empresa gaúcha NBN sempre reserva novidades para a Fimec. Neste ano, lançou duas novas linhas direcionadas ao crescimento da produtividade combinada com economia de custos. Uma dessas é o sistema de monitoração e automação de fulões. Números históricos do setor apontam perdas de insumos químicos e pigmentos, com a dosagem manual, em torno de 9%. Com a automação, “as perdas são simplesmente zeradas, além da vantagem da uniformização das cores”, enfatiza o diretor operacional da NBN, André Nodari.

Outro equipamento da NBN é um dosador automático para pigmentos, o qual confere uniformidade à cor e economia de matéria-prima. A empresa oferece ainda o Smarttan, um software de automação para todo o processo de curtimento, baseado em tecnologia Microsoft, com capacidade de integrar a linha de produção com o controle administrativo, podendo ser operado à distância com interface gráfica de internet, extranet ou intranet.
 

Vantagem do drawback ocuta risco

Importar insu­mos químicos pe­­los curtumes é hoje uma operação plenamente possível e simples. Com o dólar em baixa, as empresas contam com o Regime Aduaneiro Especial de Draw­back. Es­­tá descrito no Regulamento Adua­neiro e na Portaria 4/97 da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), onde consta o sistema administrativo-operacional do benefício. Por meio desse artifício as empresas escapam de uma série de impostos em cascata como a Cofins, o PIS, o Imposto sobre o Lucro Líquido das Empresas, o IPI, o ICMS, entre outras absurdas taxações impostas pela sanha tributária dos governos brasileiros.
A autonomia para a concessão, acompanhamento e verificação do compromisso de exportar, entretanto, ficam a cargo do Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex). São duas as modalidades de drawback. A suspensão de cobrança do tributo relacionada com o compromisso de futura exportação deve ser solicitada antes da importação dos insumos.
O prazo de cumprimento do compromisso inspira em um ano, mas pode ser prorrogado por igual período. Em caso de bens de longo período de fabricação, o prazo máximo é de cinco anos. Como forma de se beneficiar do dispositivo, a empresa precisa preencher documento padrão emitido pela Receita Federal e obedecer a uma série de normas legais e atender às eventuais ações de fiscalização do governo.
A outra forma de isenção via drawback é a reposição de estoques de insumos utilizados na fabricação de mercadorias exportadas e segue as mesmas especificações com o pedido e do ato concessório como a apresentação de documentos que atestem a exportação e os respectivos comprovantes de importações (CI). O prazo para pleitear o benefício é de até dois anos contados a partir da data de registro da primeira declaração de importação.
Há tabelas de porcentagens, que definem os limites das isenções. Existe o drawback so­li­dário, ou indireto. Ocor­re quando uma empresa adquire um produto que não vai gerar uma manufatura diretamente exportada e sim algum componente, peça ou acessório que será incorporado em uma mercadoria posteriormente colocada no mercado exterior.
Luís Cláudio Amaral, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para couros, calçados e artefatos (Assintecal) é crítico da onda importadora via drawback..
 Para ele, se de fato o País voltar a crescer em percentuais aceitáveis daqui três a quatro anos fica a dúvida se as fábricas locais estarão atualizadas tecnologicamente“Quando se transfere a produção ocorre a perda de inteligência. Se esse fenômeno ocorrer, colocará em risco a tecnologia industrial”, critica Amaral.
“Aqui no Rio Grande do Sul com o passar dos anos construímos um cluster coureiro-calçadista, em que conseguimos realizar todas as etapas desde o desenvolvimento tecnológico, fabricação de produtos finais, até a montagem das estratégias de comercialização para o mercado exterior. Tenho dúvidas se estaremos com esse sistema estruturado quando nos tornarmos competitivos novamente”, questiona Amaral.
Amaral teme defasagem tecnologica na cadeia

 

 
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