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Tradicional vitrine da produção brasileira de insumos químicos, bens de
capital e serviços relacionados com a cadeia produtiva do couro, a 30ª
Feira Internacional de Couros, Químicos, Componentes, Acessórios, equipamentos e Máquinas para Calçados e Curtumes (Fimec/2006) refletiu o
cenário favorável à importação de produtos destinados às operações daquele
segmento industrial. De 5 a 8 de abril, período de duração do evento,
cercados de tradutores por todos os lados, uma legião de chineses circulou
pelos pavilhões da exposição, realizada anualmente em Novo Hamburgo, berço
da colonização alemã no Rio Grande do Sul.
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| As gigantes da indústria química mundial
aproveitaram a ocasião para mostrar seus avanços tecnológicos |
Estimativas das principais entidades de classe relacionadas com a
indústria coureiro-calçadista apontam: 30% dos insumos consumidos pelo
setor em 2005 vieram do país asiático. “Sabemos que os produtos daqui
estão mais caros e temos como oferecer alternativas mais baratas”,
destacou Heping Yao, presidente da Anli Group, empresa fabricante de
laminados sintéticos do estado de Anhui. Ele participou pelo segundo ano
consecutivo da feira.
| Diante do quadro adverso, as empresas nacionais também se adaptam à nova
realidade. Eduardo Kunst, um dos diretores e sócios da Artecola, com
dezenas de unidades industriais espalhadas pelo mundo, por meio de
parcerias ou fábricas próprias, e matriz em Novo Hamburgo, confirmou o
cenário importador. Segundo ele, a firma passou a trazer adesivos e outros
componentes principalmente de sua fábrica na Argentina.“Provavelmente em 2006 vamos começar a ampliar nossa planta argentina
para abastecer o mercado brasileiro”, afirmou Kunst. Ele citou o regime
tributário denominado drawback como forma de facilitar as importações e
escapar da ganância tributária do governo (ver box). |
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Kunst: fábrica argentina será
ampliada para abastecer Brasil |
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