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PETROQUÍMICA
Projetos buscam carga
alternativa
O investimento da Petrobrás, em parceria com o BNDES e Grupo Ultra, no
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, e o uso do gás natural na indústria
petroquímica foram alguns dos destaques do seminário Oportunidades de
Mercado e Preços de Matérias-Primas para a Indústria do Plástico – O Novo
Ciclo de Investimentos e Impactos da Reestruturação do Setor Petroquímico
Nacional, promovido pela filial brasileira do International Business
Communications (IBC), no dia 29 de março, em São Paulo.
O consultor da área petroquímica e refino da Technip Engenharia, Alédio
Silva falou sobre o Complexo Petroquímico. O projeto prevê a instalação do
complexo nos municípios de Itaboraí e São Gonçalo, no Rio de Janeiro, com
investimentos de US$ 6,5 bilhões. Trata-se de um dos maiores empreendimentos
do mundo e contará com refinaria, central petroquímica e plantas industriais
de segunda geração na mesma área industrial.
O complexo deverá produzir a plena carga em 2012 e terá capacidade para
processar 150 mil barris por dia de petróleo pesado nacional, especialmente
do Campo de Marlim, além de produzir matéria-prima petroquímica e derivados.
Estima-se a produção de 1,3 milhão de toneladas anuais de eteno, 900 mil t
de propeno, 360 mil t de benzeno e 700 mil t de paraxileno, entre outros
derivados de petróleo. A iniciativa reforça a estratégia da Petrobrás de
se firmar nesse segmento e reascende as discussões sobre a produção de
petroquímicos e combustíveis com o petróleo pesado.
Um dos objetivos é a substituição das exportações de petróleo pesado pela
venda de produtos de maior valor agregado a serem produzidos no complexo.
Atualmente, o Brasil consome aproximadamente dez milhões de toneladas de
nafta, das quais 30% são importadas.
Na avaliação de Alédio, caso ocorra o crescimento sustentado na economia
nacional, o mercado deverá receber investimentos maciços em capacidade
produtiva adicional, visando atender à demanda de produtos petroquímicos até
2013. “O BNDES aparece como figura fundamental para os projetos futuros.”
Ressaltou ainda o processo de internacionalização das empresas de forma que
possibilite o acesso às matérias-primas disponíveis nos países vizinhos à
captação de recursos no mercado internacional, aumentando a competitividade
da indústria nacional.
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