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O movimento de consolidação do setor de tintas para impressão
era esperado. Em 2002, o então presidente da Associação
Brasileira de Tintas para Impressão (Abitim), Marco Anton, havia
alertado à Química e Derivados sobre essa tendência.
Na época, dizia-se que 70% do mercado brasileiro estava concentrado
em quatro empresas: Flint, Sun, Basf e Sicpa. Os 30% restantes estavam
divididos entre 20 fornecedores, entre eles a multinacional Akzo Nobel.
Os negócios da Akzo, pouco tempo depois, foram incorporados pelo
grupo CVC e hoje fazem parte do Flint Group.
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Atualmente, apenas duas empresas, Sun Chemical e Flint Group,
concentram entre 45% e 50% do mercado. A estimativa é que a concentração,
quando somados os negócios que a Siegwerk está assumindo, chegue na casa
dos 60% entre as três empresas.
Se no topo da pirâmide o número de players é cada vez menor, movimento
oposto ocorre na base. Um grande número de pequenas empresas surgiu nos
últimos anos. A estimativa é que cerca de 35 empresas, entre médias e
pequenas, disputem os 40% restantes do mercado.“Esse é um setor propício
ao surgimento de pequenas empresas. Praticamente não há barreira de
entrada. Os investimentos necessários são baixos e a base tecnológica é
bastante difundida. O problema é se manter por longo tempo e atender
adequadamente os clientes”, diz Márcio Antonio Borges Saraiva, diretor de
vendas e marketing da Orema, uma das mais tradicionais empresas de capital
brasileiro no setor, com cinqüenta anos de mercado e uma carteira formada
por mais de 800 clientes ativos.
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