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A produção de viscose é a que mais demanda celulose solúvel, mas os fabricantes acreditam que o consumo desta fibra 100 % natural é injustiçado. Não é acentuadamente maior porque ainda não foi contemplado com a imagem que o produto merece ostentar, a de uma fibra tão apresentável e agradável de vestir como a seda. Mesmo nos Estados Unidos, onde é apresentada pela grife Rayon, é confundida com fibras sintéticas (poliéster ou náilon). Na Europa, é apresentada como viscose. Outras variações comerciais desta fibra natural de eucalipto são as marcas Lyocel e a Tencel que, segundo Verillo, registram vendas “bastante crescentes”.
As vendas da Bahia Pulp no mercado interno têm sido
mínimas. Até o terceiro trimestre do ano passado, por exemplo,
toda a produção seguiu para o exterior, situação
que este ano será parcialmente revertida em decorrência do
contrato de suprimento assinado com o Grupo Vicunha, cuja fábrica
em Americana-SP deixou de ser suprida pela vizinha Buckeye, de onde a
celulose chegava por bombeamento. A fábrica da Buckeye na Alemanha
foi uma das que fecharam recentemente. Coube então a esta filial
brasileira suprir o mercado do seu país com celulose solúvel
que faz com “linter”, subproduto do beneficiamento do algodão
que permanece grudado no caroço até a moagem. As transferências
para a Vicunha podem alcançar 20% das 115 mil t/ano hoje produzidas
na Bahia Pulp. A cotação atual do grau standard alcança
750 dólares/t. “É suficiente para proporcionar rentabilidade
ao mercado”, admite Verillo. Vender internamente resulta em oportunidade de compensar
uma parte do crédito de ICMS contabilizado na entrada de notas
fiscais, compensação na prática dificultada, ou mesmo
impossibilitada, quando a empresa é essencialmente exportadora. |
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