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EBDQuim aproxima elos da cadeia química

O setor de distribuição de produtos químicos no Brasil realizou seu terceiro encontro entre os dias 15 e 19 de março, em Porto de Galinhas-PE, com a notável proeza de reunir mais de sessenta dos principais nomes do ramo, como também pesos pesados da indústria química nacional, a exemplo de Braskem, Unipar, Copesul, Dow, DuPont, e alguns dos mais importantes clientes, com destaque para fabricantes de tintas

Cuca Jorge

Grubisch(esq.) recebe cumprimentos de Medrano e Mirian (dir.)

Atingiu-se assim um dos objetivos do encontro: propiciar a troca de experiências e expectativas entre os diversos elos da cadeia produtiva.

“É hora de trocar o conflito pelo diálogo, da cooperação advém resultados positivos”, afirmou, na sessão de abertura dos trabalhos, Rubens Medrano, presidente da Associação Brasileira do Comércio de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim). Destacando que a entidade setorial deve dedicar-se a interesses coletivos, ele anunciou o lançamento de um código de ética para o comércio químico, desenvolvido com apoio da Associação Brasileira da Indústria do Cloro (Abiclor). A intenção subjacente é a de induzir mudanças comportamentais de modo que estimule a governança corporativa das companhias, reforçando a responsabilidade ambiental e social.

No mesmo diapasão, José Carlos Grubisich, presidente da Braskem, proferiu a palestra solene de abertura dos trabalhos, na qual enfatizou a mudança de relacionamento entre a indústria petroquímica e seus canais de distribuição. “Há uma revolução das pequenas e médias empresas ao redor do mundo e a distribuição forma a rede capilar importante para atender a esse mercado”, comentou.

Para o executivo, todos devem acompanhar atentamente o novo perfil macroeconômico mundial, que tende para a multipolarização, com o agigantamento de países como a China e a Índia, ao lado dos novamente pujantes Estados Unidos e Japão, e da Europa, que se esforça para manter-se relevante. Esse quadro gera tensões competitivas e disputas por recursos naturais, como petróleo, ferro e carvão.

A China, segundo Grubisich, apresentou seu Plano Plurianual para 2006 a 2011, no qual enfatiza três objetivos. O primeiro consiste na duplicação da renda per capita em cinco anos, tendo por instrumentos o desenvolvimento econômico e o controle da natalidade. A segunda meta é a redução de 20% do consumo de energia elétrica no período, sem prejuízo do crescimento industrial, a ser alcançado pela introdução de tecnologias mais avançadas. O terceiro ponto prevê a adoção de política de proteção ambiental, na linha do desenvolvimento sustentável. “Essas metas provocarão grande impacto no equilíbrio econômico mundial”, analisou.
 

 
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