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Tintas
ANTICORROSIVAS
Investimentos de porte estimulam
setor cada vez mais disputado
Domingos Zaparolli
O clima é de um
moderado otimismo no segmento de tintas anticorrosivas industriais. Há uma
expectativa de que vários investimentos vão finalmente sair do papel e se
transformar em realidade em setores diferentes da economia. Movimento que
envolve projetos nas indústrias do petróleo e naval, passa por obras de
saneamento e infra-estrutura e por novas plantas industriais.
Por outro lado, os fabricantes de tintas anticorrosivas estão consolidando o
desenvolvimento de produtos menos agressivos ao meio ambiente e com maior
valor agregado. Estão também aperfeiçoando estratégias de atendimento ao
cliente.
Para completar o quadro de novidades, o mercado de tintas anticorrosivas,
que tradicionalmente é atendido por três grandes forças, a brasileira Renner
e as multinacionais International Paint, subsidiária da Akzo Nobel, e a
Sherwin-Williams, por meio de sua unidade Sumaré, agora assiste à ascensão
de uma quarta concorrente, a catarinense Weg Tintas.
“As perspectivas do segmento de tintas anticorrosivas são boas, mas a
disputa de mercado está cada vez mais acirrada”, diz Clayton Queiroz Junior,
gerente geral de vendas da Renner.
| Não existe um dado oficial
sobre os volumes que movimentam o mercado de tintas anticorrosivas,
e a maioria das empresas que atuam no setor não divulgam os dados
concorrenciais com os quais trabalham. A única exceção fica por
conta da Renner. Os números fornecidos por essa companhia indicam
que em 2005 o segmento movimentou um total de 500 mil galões, ou
seja, 1,4 milhão de litros de tinta, o que gerou um faturamento de
R$ 15,4 milhões. |
Cuca Jorge |
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| Queiroz: anticorrosivas cresceram só 2,3% em 2005 |
“Se falarmos em crescimento de vendas, podemos dizer que o segmento
apenas acompanhou a evolução do PIB”, diz Queiroz. É bom lembrar, o PIB do
País cresceu 2,3% no último ano. Esse dado coloca o segmento de tintas anticorrosivas na rabeira do setor de tintas. Como um todo, o mercado de
tintas no Brasil apresentou um crescimento de galonagem de 3,03%,
totalizando 319,7 milhões de galões e um faturamento de US$ 2,04 bilhões,
16,77% maior do que no ano anterior. Quem mais alavancou esse desempenho
positivo foi a indústria automotiva.
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