PERSPECTIVAS 2006

PAPEL E CELULOSE

Fibra curta
em alta garante crescimento

Setor investirá US$ 14
bilhões até 2012 e
continuará a crescer bem
acima do PIB nacional

Rose de Moraes

A iindústria brasileira de celulose e papel deverá continuar colhendo resultados positivos em 2006. Contribuem para isso o acentuado perfil empreendedor do setor e os investimentos contínuos feitos na produção, segundo analisa o presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Osmar Zogbi. Convidado a tecer comentários sobre as perspectivas para este ano, ele fez um breve balanço sobre as atividades implementadas e apontou caminhos para desencadear maior crescimento nas indústrias de celulose e papel no Brasil, destacando as posições ocupadas pelo País: 7º maior produtor mundial de celulose, líder nas exportações de celulose de fibra curta e 11o. na produção de papel.

“O Brasil começou a desenvolver a indústria de celulose e papel há meio século, transformando-se em expoente mundial ao vencer o desafio de tornar o eucalipto e o pinus as bases de nossas florestas plantadas, com índices de produtividade entre os maiores do mundo. 

Assim, produzir mais e melhor sempre foi a meta de nossa indústria e conseguimos conquistar respeitáveis posições no mercado internacional com produtos de alta qualidade. No entanto, os desafios continuam grandes, porque nesse setor de capital intensivo é necessário conjugar qualidade, baixo custo e, principalmente, escala de produção. Fato é que ainda temos muito a fazer, mas acredito fortemente que a nova geração, que vem assumindo progressivamente a liderança de nossa indústria, saberá investir mais e melhor no futuro do setor, conquistando novos mercados, incentivando a ampliação do consumo per capita, possibilitando o aumento de escala e melhorando nossa posição no ranking mundial do setor. Temos investido valores bastante expressivos na ampliação das nossas atividades. Entre 1993 e 2003, investimos US$ 12 bilhões. 

Para o período de 2003 até 2012, nossa meta ultrapassa os US$ 14 bilhões. Apesar do momento político que vivemos, sujeito a instabilidades próprias da democracia, o setor de celulose e papel pensa grande e a longo prazo. Nos últimos dez anos, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País foi de 25%, mas a indústria de celulose e papel registrou, no mesmo período, crescimento na produção de celulose de 70% e de 50% na produção de papel”, avaliou.Segundo estimativas da Bracelpa, a produção de celulose em 2006 deverá alcançar 10,5 milhões de toneladas, 5% a mais em relação a 2005. Desse total, 6 milhões de toneladas estariam sendo destinadas à exportação, volume 16% superior ao efetivado no ano anterior.

Com capacidade atual instalada de 7,8 milhões de toneladas/ano de celulose de fibra curta, das quais 5,5 milhões de toneladas sendo destinadas ao mercado externo, notadamente para Europa (48%), Ásia (27%), América do Norte (22%) e demais países (3%), o Brasil assumiu a liderança mundial na exportação de celulose de fibra curta branqueada e deverá notabilizar-se cada vez mais nesse segmento como provedor do mercado internacional.

 

 
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