PERSPECTIVAS 2006 PAPEL E CELULOSE
Fibra curta Setor investirá US$ 14 Rose de Moraes
“O Brasil começou a desenvolver a indústria de celulose e papel há meio século, transformando-se em expoente mundial ao vencer o desafio de tornar o eucalipto e o pinus as bases de nossas florestas plantadas, com índices de produtividade entre os maiores do mundo. Assim, produzir mais e melhor sempre foi a meta de nossa indústria e conseguimos conquistar respeitáveis posições no mercado internacional com produtos de alta qualidade. No entanto, os desafios continuam grandes, porque nesse setor de capital intensivo é necessário conjugar qualidade, baixo custo e, principalmente, escala de produção. Fato é que ainda temos muito a fazer, mas acredito fortemente que a nova geração, que vem assumindo progressivamente a liderança de nossa indústria, saberá investir mais e melhor no futuro do setor, conquistando novos mercados, incentivando a ampliação do consumo per capita, possibilitando o aumento de escala e melhorando nossa posição no ranking mundial do setor. Temos investido valores bastante expressivos na ampliação das nossas atividades. Entre 1993 e 2003, investimos US$ 12 bilhões. Para o período de 2003 até 2012, nossa meta ultrapassa os US$ 14 bilhões. Apesar do momento político que vivemos, sujeito a instabilidades próprias da democracia, o setor de celulose e papel pensa grande e a longo prazo. Nos últimos dez anos, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País foi de 25%, mas a indústria de celulose e papel registrou, no mesmo período, crescimento na produção de celulose de 70% e de 50% na produção de papel”, avaliou.Segundo estimativas da Bracelpa, a produção de celulose em 2006 deverá alcançar 10,5 milhões de toneladas, 5% a mais em relação a 2005. Desse total, 6 milhões de toneladas estariam sendo destinadas à exportação, volume 16% superior ao efetivado no ano anterior. Com capacidade atual instalada de 7,8 milhões de toneladas/ano
de celulose de fibra curta, das quais 5,5 milhões de toneladas
sendo destinadas ao mercado externo, notadamente para Europa (48%), Ásia
(27%), América do Norte (22%) e demais países (3%), o Brasil
assumiu a liderança mundial na exportação de celulose
de fibra curta branqueada e deverá notabilizar-se cada vez mais
nesse segmento como provedor do mercado internacional. |
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