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VERNIZ
SANITÁRIO Mercado se rende a novas formulações REVESTIMENTO ACOMPANHA AS EXIGÊNCIAS DA INDÚSTRIA DE EMBALAGENS E SE MODIFICA Renata Pachione Os rumos da indústria nacional de verniz prenunciam novos contornos para o setor. Apesar de ainda ser a escolha do mercado, os sistemas epóxi estão, cada vez mais, dando espaço ao poliéster. Diferenciações nos formatos das embalagens ditam as regras. Folhas-de-flandres com baixo teor de estanhagem e latas com espessuras mais finas permitiram a entrada de outros tipos de vernizes, além dos tradicionais.
Essa elevação dos preços se deu em virtude da diminuição da oferta do produto em âmbito mundial. "A China compra quase toda a resina, por isso hoje falta epóxi no mundo", confirma o fundador da Revest Indústria Química, Antonio Bellizia Junior. Diante desse quadro, a indústria foi obrigada a propor o uso de produtos alternativos. "Penso no epóxi apenas para aplicações específicas", acrescenta Spiess. Não é só por esse motivo que outras resinas devem ascender no mercado de verniz sanitário. A propagada proibição européia ao uso de epóxi nas formulações de vernizes utilizados como reves-timento interno das embalagens está prevista para entrar em vigor no primeiro trimestre de 2006. Os vernizes devem ser livres de epóxi, a fim de evitar resíduos de bisfenol A, acusados de serem nocivos à saúde. Mudanças à vista e o mercado nacional se demonstra inerte. Talvez porque a indústria de vernizes não sofrerá nenhum impacto, pelo menos, imediato. Os clientes exportadores, sim, terão de se mexer, pois serão os principais atingidos. Mas também não ficarão sem abastecimento.
A determinação, em teoria, sinaliza novidades para o setor. Não que a soberania do sistema epóxi esteja ameaçada. Mas, cada vez mais, o poliéster acrilado, seu principal produto substituto, ganhará a aceitação da indústria nacional.
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