MANUTENÇÃO Foto: Cuca Jorge Resultados tiram estigma de só gerar custos GESTÃO MODERNA ENXERGA A ATIVIDADE COMO FERRAMENTA PARA OCUPAR MAIS AS FÁBRICAS E AMPLIAR COMPETITIVIDADE Marcelo Fairbanks A área de manutenção industrial se esforça para mudar conceitos e quebrar paradigmas e apresentar-se não mais como item relevante de custos, mas como diferencial de competitividade. Bem conduzida, a atividade permite maior ocupação da capacidade produtiva, diluindo custos fixos. Com o importante benefício de prevenir acidentes. Segurança é um aspecto fundamental para a indústria química, tanto durante a operação normal, quanto na execução de atividades corretivas e paradas. Por isso, especialistas recomendam analisar com cautela máxima os novos modismos. “Aparecem novidades, geralmente oriundas da indústria automobilística, que nem sempre podem ser aplicadas integralmente”, afirmou Daniel Sindicic, diretor de serviços para a produção em todos os 19 sítios da Clariant na América Latina. Isso inclui manter operacionais as 12 unidades próprias e as 6 de empresas condôminas (como DyStar, Agfa e Tycona, formadas por meio de antigos negócios da Hoechst) instaladas em Suzano-SP no maior sítio produtivo da companhia fora da Alemanha. “Acompanhamos todas as novidades, mas só aproveitamos o que for adequado”, comentou Sindicic. Portanto, é possível encontrar elementos de diferentes conceitos convivendo em harmonia. O foco dos trabalhos se resume em competitividade, traduzida pelo diretor na associação direta de custos e qualidade, sempre respeitando as necessidades dos usuários das unidades. “Não devemos usar recursos além do necessário para alcançar o objetivo pretendido, sob pena de apresentar custos indesejáveis”, comentou. Os bons resultados do sítio de Suzano – com ocupação
média de capacidade de 90% nas linhas – tornaram-no um paradigma
dentro da Clariant, a ponto de unidades européias se interessarem
em mudar conceitos de manutenção. “Aqui desenvolvemos
a manutenção centralizada, ou seja, há uma estrutura
unificada para atender a toda a demanda do sítio”, explicou
Sindicic. Na Europa, há sítios onde cada linha de produção
possui uma equipe independente para essa área.
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