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Controle da poluição do ar Nova regulamentação incentiva combate aos NOX Marcelo Furtado
Embora como sempre a nova demanda deva ser puxada por São Paulo, cujo órgão ambiental, a Cetesb, declara oficialmente o propósito, a tendência é a preocupação com os precursores do ozônio (oxigênio triatômico, O3) se alastrar por todo o País. E não se trata de especulação. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) se encontra em fase final de elaboração da primeira resolução que estabelecerá padrões de emissão especificamente para sete setores industriais (as denominadas fontes fixas de poluição). Com a resolução, os NOX e hidrocarbonetos, assim como os costumeiros particulados e SOX, passarão a ter padrões máximos para nortear exigências para os setores petroquímico, de fertilizantes, papel e celulose e de siderurgia, além das indústrias de chumbo, vidro e alumínio, e ainda para regulamentar nacionalmente a queima de combustíveis em fornos e caldeiras. Por incrível que pareça, apenas as atividades de incineração
e de co-processamento de resíduos em fornos de cimento contavam
até então com padrões de emissão estabelecidos
por resoluções do Conama. O restante da indústria
sempre foi controlado por critérios de avaliação
aleatórios, baseados em normas estrangeiras ou então, como
faz São Paulo, pela deteminação de a empresa empregar
a melhor tecnologia disponível para reduzir ou extingüir suas
emissões atmosféricas. Além da lacuna normativa ter
afetado as políticas de combate à poluição
no Brasil até o momento, a continuidade desse cenário diminuiria
o empenho dos órgãos ambientais para iniciar o controle
dos “novos” poluentes atmosféricos.
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