Celulose e Papel

Podem faltar florestas para manter o crescimento da produção nacional

Meta de 2012 depende do aumento da área plantada com árvores como o eucalipto ainda neste ano

Texto de Rose de Moraes e fotos de Cuca Jorge

As exportações brasileiras de celulose crescem em ritmo acelerado, mas aquém do projetado pelas principais lideranças empresariais. O setor florestal responde por 7% das exportações e 4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, mas precisa plantar 720 mil hectares de novas florestas ao ano, e não apenas 520 mil hectares, como deverá fazer em 2005, se quiser alcançar a meta de produção de 14,5 milhões de toneladas de celulose em 2012. Ancorada no plantio intensivo de florestas de eucaliptos, essa indústria visa a produção de celulose de fibra curta, a maior riqueza e especialidade do País no segmento.

Em 2004, dos 9,62 milhões de toneladas de celulose produzidas em solo brasileiro, 4,75 milhões foram exportadas. De janeiro a agosto deste ano, 6,64 milhões de toneladas já foram produzidas, com 3,17 milhões destinando-se a vários mercados externos.

Em 2015, estimativas da StoraEnso apontam demanda mundial por papel de 455 milhões de toneladas, superando com larga margem as 352 milhões de toneladas registradas em 2004, e as 279 milhões de toneladas consumidas em 1995, período no qual o crescimento global se situou na faixa dos 2,5% ao ano. Em dez anos, a demanda mundial por fibras virgens atingirá 197 milhões de toneladas, sendo 22 milhões relacionadas a celulose kraft de fibra curta, área onde o Brasil mais se destaca no cenário internacional.

 

 
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