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AUTOMAÇÃO Telemetria controla estoques Em um mercado cada vez mais competitivo, a necessidade de comunicação instantânea tornou-se fator estratégico para as empresas sobreviverem. Um bom indicativo desse fenômeno é a adoção por várias indústrias pelos serviços de transmissão remota de dados.
Para isso, basta que sensores sejam instalados nos tanques de armazenamento de produtos dos clientes, cujos dados de controle poderão ser transmitidos para um banco de dados ou para o próprio ERP da empresa via sinal da telefonia fixa ou celular. Toda essa agilidade operacional oferecida pela telemetria, que começa a seduzir muitas indústrias, gerou no País o estabelecimento de empresas especializadas em soluções de monitoramento remoto, como as paulistanas V2 Telecom, NetVMI e AdTS. As três e demais empresas atuantes na área confiam em ótimas perspectivas de mercado. Segundo pesquisa recém-divulgada sobre o segmento de telemetria, o Brasil tem um potencial de 73 milhões de pontos para monitoramento à distância, basicamente nos setores de rastreamento de veículos, utilidades (água, energia e gás) e processos industriais (monitoramento de tanques). Atualmente, apenas 100 mil pontos são monitorados. A telemetria oferecida por essas empresas não é um substituto dos sistemas automatizados de gerenciamento, como o ERP citado, utilizado para a alta gerência controlar todas as etapas produtivas e/ou comerciais da empresa. Na verdade, trata-se de uma ferramenta a mais, que serve especificamente para automatizar o fornecimento. Em suma, esses sistemas permitem a leitura dos dados de estoques, que são transmitidos para um data center, cuja função é armazenar os dados para informar o momento da reposição. A informação, portanto, pode ser enviada para um banco de dados de um responsável, que programa uma nova entrega de forma autônoma ou diretamente para o ERP (ou outro sistema similar), via integração de dados.
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