| Atualmente, estima-se que o Brasil represente 1,41% do mercado global de adesivos e deve fechar 2006 com valores de vendas em torno de US$ 408 milhões. Toda a América Latina significa 2,1% do mercado global, ou seja, US$ 609 milhões/ano de um segmento estimado em US$ 27 bilhões/ano. Para 2006, segundo pesquisas internacionais, a região deverá obter vendas de US$ 663 milhões. O desempenho da produção nacional reflete a queda das vendas
físicas internas em quase todos os tipos de adesivos no primeiro
semestre de 2005. Apesar disso, em dólar, os valores negociados
superaram os de igual período de 2004. Os adesivos base água
tiveram um aumento de 21,8% e somam US$ 56 milhões, seguido pelos
adesivos base solvente, que tiveram o maior aumento percentual entre todos
adesivos, com US$ 46 milhões, 44% a mais que em 2004. Já
o hot-melt, que nos últimos cinco anos teve um aumento de 69,3%,
cresceu neste ano 13%. Apesar de os números da Abiquim mostrarem um mercado com pouca movimentação, Barreto afirma que a Alba tem apresentado um forte crescimento nos últimos dois anos graças aos novos produtos. “Atualmente, esses produtos representam 17% do nosso volume de vendas, o que nos estimula cada vez mais a criar inovações tecnológicas para nos mantermos competitivos”. Com sua capacidade produtiva 86% ocupada, a Alba espera crescer este ano 23% em relação a 2004.
A perspectiva de crescimento para os próximos anos também anima a Rohm and Haas, que investiu US$ 15 milhões na construção da fábrica de adesivos e selantes em Jacareí-SP. “O mercado de adesivos e selantes representa cerca de 14% do faturamento da companhia”, diz Franklin Santos, gerente-comercial da divisão adesivos e selantes para o Cone Sul. No ano passado, a empresa norte-americana teve faturamento global em torno de US$ 7 bilhões. A National Starch também acredita no fortalecimento do mercado e investe para aumentar sua produção e seu portfólio de produtos. “As perspectivas são positivas e esperamos crescer em torno de 25% este ano e 30% em 2006”, diz Ridnei Brenna, gerente de desenvolvimento de negócios. Para o executivo, a recente inauguração da fábrica de Jundiaí-SP é mais uma prova da confiança da empresa no País. “Acreditamos que o mercado de poliuretano reativo (PUR) tem grande potencial e por isto implantamos em nossa fábrica o primeiro reator da América Latina”, afirmou. Liderança - O perfil do mercado brasileiro não é muito diferente do de outros países. O segmento de papel e embalagem continua na liderança, seguido pela construção civil e madeireiro e moveleiro. O mercado de consumo brasileiro é estimado em US$ 101 milhões e o setor industrial responde por US$ 307 milhões. A hegemonia do setor conhecido como packed pode ser comprovado pelos números divulgados recentemente pela Associação Brasileira de Embalagens (Abre). A entidade informou que a produção física de embalagens subiu 1,81% no primeiro semestre de 2005, em comparação ao mesmo período do ano passado. O segmento de embalagem ficou dividido em papelão (33,2%), plástico (29,7%) e metal (26,6%). O grande destaque foi o aumento significativo das embalagens de plástico, que tiveram um acréscimo de 7,4% na produção. Sobre esse mercado, a Rohm and Haas aposta na evolução de mercado do tipo stand-up pouches, embalagens flexíveis que mantêm o produto acondicionado de pé nas prateleiras. “Essas embalagens oferecem elevada resistência mecânica, térmica e química”, ressalta Santos, lembrando que esse tipo de embalagem é constituído de vários filmes, como poliéster, polipropileno, polietileno, demandando adesivos compatíveis. Exportação – Para as empresas do
setor, a exportação é sem dúvida uma saída
para ampliar seus mercados, diminuir a ociosidade das fábricas
e melhorar a lucratividade. Apesar disso, o mercado externo ainda tem
uma participação muito pequena dentro do faturamento das
empresas. Os adesivos da National Starch Brasil acabam sendo exportados, ainda que indiretamente. Isso tem acontecido com o mercado madeireiro, para o qual a empresa tem desenvolvido adesivos para aplicação em ambientes exigentes. “Atualmente vendemos nossos produtos para uma empresa que exporta painéis e portas para a Finlândia e Canadá, países que obrigam o produto a suportar temperaturas que variam de 40ºC até +40ºC”, explica Brenna, ao informar que o foco principal da empresa nos próximos anos será a exportação do PUR para a América Latina e outros mercados. Apesar do discurso comedido das empresas sobre as exportações de seus produtos, os números divulgados pela pesquisa da Abiquim mostram o mercado externo como uma realidade palpável. De 2000 até o primeiro semestre de 2005, as vendas externas subiram 429,1%, passando de 747 t para 3.956 t. Já a variação entre 2004 e 2005 ficou positiva em 11,6%. No total, no primeiro semestre deste ano, o país exportou US$ 12.138 milhões, 30,2% a mais que no mesmo período de 2004. Os adesivos base água tiveram o maior crescimento em volume exportado, 48,4%, seguido pelos selantes, com 47,1%. Apesar da queda de 5,8%, os adesivos base solvente apresentaram o maior volume exportado, de 1.345 t, equivalentes a 34% de todas as vendas setoriais ao exterior. Comércio exterior – Os dados da comissão
da Abiquim evidenciam a dependência do mercado local em produtos
importados, mantendo uma balança comercial negativa em torno de
US$ 16 milhões/semestre. No primeiro semestre de 2005, o déficit
setorial aumentou 8,8%, com valor FOB de US$ 17 milhões, contra
US$ 16 milhões no exercício anterior. Em volume, a diferença
ficou menor 9,4%. Em 2004, a National Starch do Brasil faturou US$ 65 milhões, sendo 20% desse valor referentes ao segmento de adesivos. Os produtos locais respondem por 65% das vendas e os importados 35%, sendo que 45% do faturamento são obtidos com a linha de produtos locais e 55% vêm dos importados. Brenna acredita que esses números devem mudar em 2006. “Com a implantação da nossa nova fábrica em Jundiaí-SP, vamos aumentar a produção local e a participação de produtos feitos no País deverá subir para 70%”, afirmou. Para ele, a fábrica inaugurada em março deste ano é
um passo importante para a filial brasileira se tornar cada vez mais auto-suficiente.
“Essa unidade é a mais moderna da National Starch em todo
o mundo. É totalmente automatizada e o seu atual estágio
contempla a polimerização de resinas baseadas nos monômeros
de acetato de vinila (VAM) e acrilato de butila (BA), a fabricação
de emulsões e adesivos baseados nesses polímeros e copolímeros”.
O executivo destaca ainda a fabricação de adesivos de tecnologia
PUR, destinado, no momento, aos mercados de autopeças e indústria
gráfica. “Esse tipo de tecnologia se destina a aplicações
estruturais e substratos de difíceis propriedades de adesão”,
comentou.
|
||||||
| <<< Anterior | ||||||