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ADESIVOS Produtos avançados puxam o crescimento das vendas VALORES FATURADOS FICARAM MAIORES, PORÉM PRODUÇÃO NACIONAL EVOLUIU POUCO Emerson Lopes
As vendas de adesivos e selantes no Brasil cresceram 30% no primeiro semestre de 2005, comparadas às de igual período do ano passado, somando US$ 169 milhões. O melhor desempenho comercial foi obtido pelos produtos mais sofisticados, de base poliuretânica, epoxídica, acrílica e os cianoacrilatos, que apresentaram crescimento de 34,9% no primeiro semestre. Quem cresceu menos foi o grupo dos hot-melts, mesmo assim com vendas 12,6% maiores. Esses dados foram obtidos pela Comissão Setorial de Colas, Adesivos e Selantes da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) junto aos principais participantes desse mercado no País, com resultados divulgados em outubro. A análise de todos os números setoriais, porém, deixa no ar alguns temores. Os bons números de vendas, expressos em valor, contrastam com a evolução física dos negócios. O volume total negociado no Brasil no primeiro semestre de 2005 ficou 5,2% abaixo de igual período de 2004, quebrando uma seqüência de pelo menos cinco anos consecutivos de crescimento. Outro ponto a destacar, a partir dos dados da comissão setorial, é a baixa ocupação da capacidade produtiva nacional, de 58,1% das 162 mil t calculadas para o primeiro semestre de 2005. Em 2004 esse índice foi menor, de 54,1%, mas a capacidade semestral era maior, de 166 mil t/ano. A produção nacional ficou em 94.089 t no semestre, apenas 0,4% acima do verificado nos seis meses iniciais de 2004, ou seja, 93.713 t. Apesar disso, os fabricantes nacionais investem em novas fábricas e na modernização dos produtos oferecidos aos clientes, oferecendo desempenho superior aliado a menores problemas de saúde ocupacional e de meio ambeinte. É preciso apontar a influência da valorização
do real frente ao dólar norte-americano, estimada entre 15% e 20%,
com base em cotações divulgadas pela imprensa, entre janeiro
e junho deste ano. Isso facilitou a importação de produtos,
ampliada em 12,3% em valor (US$ FOB), mas não impediu que a exportação
de produtos feitos no Brasil crescesse 15,6%, embora a base de comparação
seja praticamente a metade da dos importados. Observa-se também
que o preço médio das importações cresceu
9,1%, chegando a US$ 2.239/t, enquanto o preço médio dos
exportados subiu apenas 1,8%, ficando em US$ 1.966/t. Isso evidencia o
aumento de vendas de produtos mais sofisticados. O grupo de colas/adesivos
outras foi também o de maior expansão de exportações,
40,1% a mais que no primeiro semestre de 2004, somando US$ 5,4 milhões.
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