Nos mercados de tintas automotivas originais e de repintura, os volumes de produção são menores, mas se utilizam muitos solventes, inclusive especialidades que aumentam o teor de sólidos, reduzem o teor de VOC e a taxa de evaporação, onde se concentra a atuação da empresa na América do Sul. “No México, mais próximo dos Estados Unidos, é mais fácil operar com outros tipos de solventes, inviáveis no Brasil”, diz Basso. São mercados caracterizados pela busca de inovação, ou pelo desenvolvimento tecnológico, ou por imposição de regulamentações, como a redução dos teores de VOC. Não VOC – Uma das dificuldades – ou oportunidades – do negócio de solventes é a tendência, em alguns dos seus segmentos, de migração para base água, como na indústria de couro. Cada vez mais globalizado, o material produzido no País pode acabar nos Estados Unidos, na Europa, ou na Ásia, e a necessidade de adequação a diferentes normas favorece a migração. As tintas para madeira apresentam característica semelhante. Em outros casos, como na pintura de bicicletas, as preferidas são as tintas em pó, isentas de solventes, mas, para sorte dos fornecedores, há os mercados onde não é possível a completa migração para base d’água, como tintas de repintura e originais automotivas. Nesse segmento, é preciso desenvolver solventes com menores teores de VOC. A evolução das tecnologias já possibilita produtos, segundo Basso, considerados não-VOC, como algumas cetonas (caracterizadas por reduzir drasticamente a viscosidade de tintas com pequena quantidade do solvente). É necessário lembrar que a volatilidade não é sempre sinônimo de um produto nocivo. É preciso investigar a quantidade de ozônio que os voláteis podem gerar. Nessa linha, a Eastman tem dado atenção ao n-butil-propionato, para tintas de baixo VOC. Um desafio são os diferentes conceitos que os órgãos reguladores assumem em regiões diferentes. “É preciso unificar esses conceitos. O que é não-VOC em um determinado local é considerado VOC em outro”, alerta Basso. Alguns países adotam restrições mais rígidas (caso da Europa, em geral), e é preciso estar atento aos destinos finais dos produtos e atender às regulamentações do caso mais severo. Em solventes, o carro-chefe da empresa é o metil-amil-cetona (MAK), um solvente cetônico para altos-sólidos, tintas para repintura e original automotiva. As vendas foram boas em 2005, graças ao impulso da indústria automotiva e, além disso, o aumento do uso de tintas de altos-sólidos favoreceu os negócios. O desempenho no mercado brasileiro como um todo, aliás, deverá ser melhor em 2005 em comparação a 2004. A empresa possui plano de crescimento agressivo até 2010, ao mínimo de 7,5% ao ano, e embora a carona no mercado tenha favorecido o crescimento em 2005, Basso destaca que a oferta de produtos novos e o deslocamento de concorrentes em alguns segmentos também colaboraram. Oxigenados – A Rhodia também atua no segmento
de especialidades, oferecendo solventes oxigenados produzidos no Brasil
em duas linhas principais: uma derivada da acetona (produz álcool
isopropílico, diacetona álcool, hexeno-glicol, metil-isobutil-cetona,
metil-isobutil-carbinol, além de algumas blendas desses solventes),
destinada a vários segmentos, como tintas industriais, adesivos,
setores calçadista e moveleiro, tintas vernizes e tiners; e outra
linha de derivados acéticos, basicamente do ácido acético
e do etanol (ácido acético, acetato de etila e acetato de
butila), cujos grandes mercados são as tintas de impressão,
adesivos, móveis, tintas automotivas Com base na cadeia petroquímica, a linha de oxigenados experimentou aumento de preços significativos nos últimos dois anos, em virtude da explosão do preço do petróleo, do fly up da indústria petroquímica e do crescimento chinês, mais lento em 2005, mas superior a 10% ao ano nos últimos tempos.
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