Além de isento de emissões, o plasma não gera novos resíduos, como ocorre com as cinzas de incineração, que precisam ser dispostas em aterro. Processando com materiais orgânicos, a tecnologia tem a propriedade de desintegrá-los em seu elementos (carbono, oxigênio, hidrogênio) ou em compostos simples (monóxido de carbono, dióxido de carbono e vapor de água). Com materiais cerâmicos, como sílica, carbonato e alumina, há formação de fase líquida; materiais metálicos (como ferro) formam uma segunda fase líquida, com maior densidade; e materiais voláteis, saem do reator em forma de gás, sendo recolhidos em condensador. As matrizes cerâmicas e férricas formadas, mesmo com metais pesados, são inertes e podem ser reaproveitadas como enchimentos de pavimentação, pisos industriais e em processos metalúrgicos.

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Fonte: Grande Morávia

Estas características limpas tornam o plasma térmico com certeza uma tecnologia ambiental de futuro. Prova são as perspectivas de negócios da TSL, que não se limitam ao projeto para as embalagens longa vida em Piracicaba. Está programado o start-up em 2006 de outro forno a plasma na refinaria Replan, da Petrobrás, em Paulínia-SP, voltado para recuperação de fase pesada de petróleo, borras oleosas remanescentes dos tanques do processo da primeira geração petroquímica.

A borra oleosa, formada basicamente de areia e óleo, vai passar por dentro do reator e gerar óleo mais leve e uma areia inerte. No contato com a tocha do plasma, com temperatura de troca térmica um pouco mais baixa para evitar a vitrificação do óleo (como ocorre nos fornos projetados para lodos galvânicos), os compostos voláteis dos hidrocarbonetos presentes na areia saem do forno para condensação e conseqüente reaproveitamento em frações mais leves. Enquanto isso, a areia fica isenta dos contaminantes e sai inerte. Por ser um processamento em atmosfera inerte, promovida pelo gás argônio, não há a combustão capaz de craquear as moléculas de carbono da areia, mantendo-a preservada.

A expectativa da TSL é o uso do plasma se expandir para além desses primeiros casos concretos. Há interesse até de empresas estrangeiras em instalar unidades como a de Piracicaba, de reciclagem de embalagens cartonadas. Em Valência, na Espanha, sob encomenda da fabricante de papel Nesa, que investiu 6 milhões de euros, a TSL constrói reator similar ao brasileiro, com previsão de inauguração em dezembro. Também algumas missões de países como Suécia e China já passaram por Piracicaba.

Dessorção – Sem a mesma concepção inovadora de queima de resíduos do plasma, mas com forma diferenciada de aplicação, a chamada dessorção térmica é outra tecnologia ambiental nova no Brasil. A entrada no país tem até data: ocorreu por causa de uma licitação na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), da Petrobrás, em Mataripe-BA, em 2001. A Rlam descreveu no edital a necessidade dessa tecnologia para tratar on-site a chamada

“Área da Farofa”, terreno de 7 hectares na refinaria que a partir da década de 50 passou a receber borra oleosa da produção sem o controle considerado hoje como o ideal, criando uma imensa área degradada.

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Unidade de dessoração térmica recupera solo na Bahia

 

 
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