Com comprovação de resultados atestada por dois laboratórios
independentes dos Estados Unidos, o DL Laboratories e o Stonebridge, essas
pesquisas deram origem a um produto inédito lançado na Abrafati.
“Trata-se do primeiro pigmento branco nanoparticulado desenvolvido
no Brasil e com excelente opacidade e alvura às tintas”,
informou Gilmar de Oliveira Pinheiro, gerente global de produto da Bunge.
Avaliado em tintas acrílicas, o pigmento Biphor demonstrou capacidade para atender às necessidades das indústrias quanto à opacidade, reflectância, níveis de alvura e amarelamento em valores iguais ou melhores do que os apresentados pelo TiO2, podendo também atuar como aditivo de controle reológico de tintas. Numa próxima etapa, também deverá ser testado para emprego em tintas em base solvente e para uso em substratos plásticos. Reduzindo TiO2 – Alternativas complementares ao
dióxido de titânio não faltaram na Abrafati. Uma delas,
apresentada pela Carbono Química, promete reduzir em até
50% os volumes empregados do pigmento, com ganhos de custo e qualidade.
Fabricado pela Glassven, na Venezuela, e também na unidade da
empresa instalada na China, é indicado para formulações
de revestimentos aquosos, tintas para plásticos e para couros artificiais. “Esse extender é isento de componentes tóxicos, estabiliza
as formulações, permite aumentar as quantidades de carga,
como caulins e dolomitas, e não precipita os sólidos, podendo
substituir parcialmente em até 50% o dióxido de titânio,
sem que seja preciso alterar absolutamente nada nas fórmulas”,
informou o engenheiro Victor Maluf, diretor da Carbono Química. Na área de sílicas pirogênicas, a empresa apresentou
novo agente tixotrópico para coatings, de alta viscosidade, e que
não provoca escorrimento, para aplicações em tintas
automotivas, arquitetônicas e industriais. Na área de secantes
organometálicos, a empresa triplicou recentemente sua capacidade
de formulação, hoje em torno de 240 toneladas/mês.
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