Pigmento nano – A preocupação de contribuir para o aumento da oferta de TiO2 também se instalou na Bunge Fertilizantes que, há sete anos, por meio de pesquisas em conjunto com o Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descobriu que nanopartículas de fosfato de alumínio podem substituir parcialmente, em 50%, o dióxido de titânio em tintas arquitetônicas à base d’água ou emulsionadas, com desempenho similar e até superior, em se tratando da resistência ao escorrimento.

Com comprovação de resultados atestada por dois laboratórios independentes dos Estados Unidos, o DL Laboratories e o Stonebridge, essas pesquisas deram origem a um produto inédito lançado na Abrafati.
Denominado Biphor, o novo pigmento foi produzido por síntese inorgânica em reatores de planta piloto instalada na unidade de Cajati-SP, constituindo-se em fosfato de alumínio amorfo em nanopartículas ocas, a ser produzido a partir de outubro em volume de mil toneladas/ano.

“Trata-se do primeiro pigmento branco nanoparticulado desenvolvido no Brasil e com excelente opacidade e alvura às tintas”, informou Gilmar de Oliveira Pinheiro, gerente global de produto da Bunge.

Avaliado em tintas acrílicas, o pigmento Biphor demonstrou capacidade para atender às necessidades das indústrias quanto à opacidade, reflectância, níveis de alvura e amarelamento em valores iguais ou melhores do que os apresentados pelo TiO2, podendo também atuar como aditivo de controle reológico de tintas. Numa próxima etapa, também deverá ser testado para emprego em tintas em base solvente e para uso em substratos plásticos.

Reduzindo TiO2 – Alternativas complementares ao dióxido de titânio não faltaram na Abrafati. Uma delas, apresentada pela Carbono Química, promete reduzir em até 50% os volumes empregados do pigmento, com ganhos de custo e qualidade.

Trata-se de extender à base de sílica precipitada e micronizada, passível de incorporação direta nas formulações via dispersores de alta velocidade ( 2.000 r.p.m. – 3.000 r.p.m.).

Cuca Jorge

Couto: nanotecnologia para melhor tintas decorativas

Fabricado pela Glassven, na Venezuela, e também na unidade da empresa instalada na China, é indicado para formulações de revestimentos aquosos, tintas para plásticos e para couros artificiais.

“Esse extender é isento de componentes tóxicos, estabiliza as formulações, permite aumentar as quantidades de carga, como caulins e dolomitas, e não precipita os sólidos, podendo substituir parcialmente em até 50% o dióxido de titânio, sem que seja preciso alterar absolutamente nada nas fórmulas”, informou o engenheiro Victor Maluf, diretor da Carbono Química.

Na área de sílicas pirogênicas, a empresa apresentou novo agente tixotrópico para coatings, de alta viscosidade, e que não provoca escorrimento, para aplicações em tintas automotivas, arquitetônicas e industriais. Na área de secantes organometálicos, a empresa triplicou recentemente sua capacidade de formulação, hoje em torno de 240 toneladas/mês.

 

 
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