Desempenho favorável de alguns setores e exportação mantêm mantêm fabricantes em atividade

Emerson Lopes

Cuca Jorge
Divulgação/ KSB

Apesar dos bons números do primeiro semestre de 2005 da indústria de máquinas e equipamentos em comparação ao mesmo período de 2004, a expectativa do mercado de bombas industriais não é muito otimista para este segundo semestre. Entre os principais vilões estão a valorização do real diante do dólar e a elevada taxa de juros brasileira. Este cenário não traz boas perspectivas para as exportações e acaba inibindo investimentos produtivos, como a ampliação ou a instalação de novas fábricas.

Em comunicado divulgado no final de julho, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) revisou sua estimativa de crescimento de faturamento do setor para zero, ou seja, o mesmo resultado de 2004, quando as vendas totalizaram R$ 45 bilhões. Até o fim do primeiro semestre, a entidade projetava um crescimento de vendas de até 15% no ano.

Para o presidente da entidade, Newton de Mello, “o modelo atual de gestão, apoiado basicamente no controle pelo aumento dos juros, está impedindo o crescimento do Brasil”. Cuca Jorge
Mello: juros altos inibem as vendas de máquinas

Segundo Mello, o Banco Central deveria monitorar em paralelo às metas de inflação, os níveis de emprego, crescimento econômico, produção industrial e carga tributária. “Na média, os números do primeiro semestre começam a mostrar recuo em vários segmentos”, completa.

 
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