Analítica Latinamerica Normas de qualidade e saúde laboral obrigam a atualizar laboratórios Interessados em conhecer os mais recentes avanços tecnológicos
referentes a análisesquímicas, físicas e biológicas,
além de vasto arsenal de equipamentos periféricos, devem
visitar a 8a Analítica Latin America, entre os dias 28 a 30 de
setembro no Transamérica Expo Center, no bairro de Santo Amaro,
em São Paulo. Mais de 400 empresas se inscreveram para exibir seus
produtos na esperança de apresentá-los a 12 mil visitantes,
público que, se confirmado, será 20% superior ao da 7a edição,
promovida em 2003, à qual compareceram 10 mil pessoas. A expectativa dos expositores se apóia no crescimento das atividades
de controle de qualidade nas diversas linhas de produção,
desde a obtenção de matérias-primas até de
produtos acabados. Tudo isso por conta de maiores exigências dos
órgãos oficiais de controle metrológico, ambiental
e de saúde pública e ocupacional. Também os laboratórios
de pesquisa e desenvolvimento, tanto de instituições públicas
como privadas, incluindo a multiplicação dos centros universitários
por todo o Brasil, abrem caminho para a venda de instrumentos de análise. No campo dos periféricos, as normas do Ministério do Trabalho
tornaram-se mais rígidas quanto à ergonomia das instalações,
exigindo bancadas ajustáveis, capelas mais eficazes e até
sistemas de iluminação ambiente mais adequados. A redução
de custos, almejada por todos os administradores de laboratórios,
também reforça a procura por equipamentos que tornem mais
produtivo o trabalho dos laboratoristas. Campo aberto para pipetadores
automáticos, preparadores de amostras mais rápidos e eficientes,
além de muitos acessórios interessantes. No mesmo diapasão, os instrumentos cada vez mais precisos e sensíveis
passam a ser analisados inclusive quanto à capacidade de gerenciar
sozinhos suas análises, emitindo relatórios com os dados
pesquisados e também atender aos requisitos das boas práticas
de laboratório. Dessa forma, também há mercado para
coletores, registradores e gerenciadores de dados. Há até
quem ofereça arsenal informático para colocar na internet,
ao alcance dos clientes, as informações sobre o andamento
dos serviços solicitados, um grande auxílio nesses tempos
em que a pressa é a perfeição. Nas próximas páginas, Química e Derivados apresenta uma significativa amostra do que estará sendo apresentado na feira. Os resumos foram elaborados a partir de material solicitado pela revista aos expositores, aos quais agradecemos pelas respostas enviadas. Teoria e prática – Paralelamente à
exposição de produtos e serviços, a Associação
Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
(Abipti), com sede em Brasília, organizou um ciclo de palestras
e debates com doze temas, agrupados em sessões da seguinte forma:
a tarde do dia 28 foi reservada para meio ambiente; a manhã do
dia 29, para instrumentação aplicada; na tarde desse dia
será a vez de cosmética e farmacêutica; e a manhã
do dia 30 abrigará temas biotecnológicos. A primeira palestra do dia 28, às 14h30, será apresentada
pelo dr. Júlio Baena, do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, com o tema Comércio
Exterior e Meio Ambiente: desafios para o setor de laboratórios.
Às 15h20, o dr. Rubens Martins Moreira, do Centro de Desenvolvimento
da Tecnologia Nuclear – Comissão Nacional de Energia Nuclear,
inicia sua apresentação sobre Técnicas Nucleares
e a Conservação do Meio Ambiente. O dr. Paulo de Oliveira
Fernandes, do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento assume a
palavra às 16h10, abordando as técnicas e aplicação
da biorremediação de águas e solos. Após cada
apresentação haverá um breve debate.
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