Tratamento de superfício

Nanotecnologia substitui fosfatização

Processos nanotecnológicos devem desbancar o fosfato de ferro pré -tratamento

Domingos Zaparolli

 

A indústria de tratamento de superfície vive uma gradual, mas densa evolução. Exigências normativas de mercados consumidores de peso, como o norte-americano, o japonês e o formado pelos países europeus, colocaram na ordem do dia dos fabricantes de processos químicos para o setor a necessidade de investir em pesquisa e desenvolvimento de soluções que agridam menos o meio ambiente e a saúde do trabalhador. Divulgação Atotechi
Zanini:alta competição exige mais tecnologia

Em outra frente de exigências do mercado, está a constante batalha pela redução de custos nos processos industriais, o que também exige investimentos em tecnologia.

Manter-se alinhado a essa onda evolutiva e ainda lidar com os altos e baixos da titubeante economia brasileira são algumas dos principais desafios postos às empresas do setor.
Cuca Jorge
Zanini:alta competição exige mais tecnologia

Não são tarefas simples. Os principais players consolidam alianças internacionais e apuram suas estratégias em busca de melhores posições no ranking de vendas. "É um mercado muito competitivo. Hoje, quem não tem condições de investir em desenvolvimento tecnológico pode ficar restrito a nichos de atuação em segmentos pouco dinâmicos da economia, onde as vendas se dão com pouco valor agregado", diz Airi Zanini, presidente da Associação Brasileira de Tratamento de Superfície (ABTS) e diretor da Anion MacDermid.
Não existe uma estatística oficial sobre o tamanho do mercado brasileiro de processos químicos para tratamento de superfície. A ABTS, informa Zanini, estima um faturamento anual na casa dos US$ 180 milhões. O mercado é dividido em dois segmentos distintos, cada um com metade das vendas. O de pré-tratamento para posterior pintura ou proteção a óleo, cujo principal processo utilizado é a fosfatização, e o de plating, que por sua vez é dividido em duas categorias: acabamentos decorativos, que responde por 80% deste segmento, e acabamentos técnicos, como peças que necessitam de tratamento anti-corrosivo usadas em automóveis, aviões ou na indústria do petróleo, estas formam os demais 20%.

 

 
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