Formulações sem solventes ganham espaço
para combater corrosão
Emerson Lopes
Apesar de terem custo superior na faixa de 20% em relação às tintas com mais solventes, as VOCs têm o custo-benefício superior. O raciocínio é simples. Quando o solvente evapora, o que resta na superfície pintada são os sólidos, ou seja, o material não volátil que faz parte da tinta. “Como a tinta é comprada em volume, o que interessa é a quantidade em volume de material sólido que fica após a evaporação dos voláteis”, comenta o engenheiro Celso Gnecco, gerente de treinamento técnico da Sherwin-Williams do Brasil – Divisão Sumaré.
As tintas com VOC normalmente são à base de resina líquida
epóxi, uma das mais modernas no mercado atual. Vale lembrar que
as tintas epoxídicas são bicomponentes, isto é, precisam
de agentes de cura para se solidificar. As tintas epóxi curadas
com poliamidas têm ótima resistência à umidade,
podem ser imersas em água doce ou salgada, e apresentam flexibilidade
e aderência em aço carbono ou concreto. Entre as suas aplicações,
a tinta com poliamidas é indicada para pintura interna de reservatórios
de água potável em temperaturas de 55º C.
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