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Tipos de torres – Para realizar essa troca de calor, as
empresas de engenharia dispõem de tipos diferentes de torres, que variam
conforme o tipo de tiragem (efeito da movimentação do ar), natural ou
mecânica, ou conforme as direções dos fluxos de ar, por contracorrente
ou por correntes cruzadas. No caso do Brasil, porém, a variação ocorre
apenas segundo as direções de fluxo, pois por contar com temperaturas
elevadas a tiragem será sempre mecânica, de forma induzida (ventilador
para exaustão) ou forçada (ventilador para insuflar o ar). Isso porque
a tiragem natural depende da diferença das densidades do ar úmido no interior
da torre e do ar ambiente, cuja faixa de variação é muito tênue em países
quentes, mas apropriada em regiões frias. O restante possui conceitos um pouco mais modernos e com
melhor eficiência térmica, de contracorrente, na qual ventiladores são
colocados no sentido contrário da água, na parte debaixo das torres, quando
com tiragem forçada, ou no topo da torre, como um sistema de exaustão
e portanto com tiragem induzida. Nestes sistemas, as venezianas de entrada
de ar ficam na base da torre para puxar o ar para dentro e para cima,
para entrar em contato com a água descendente. É nesse panorama técnico que ocorrem os serviços em torres
de resfriamento. As recapacitações voltam-se muito para melhora de eficiência
nas construções mais antigas, de correntes cruzadas, e as novas obras
são dirigidas, em termos de tecnologia, pelo tipo de água da instalação
industrial. De forma genérica, opta-se pela torre de contracorrente quando
a água é de melhor qualidade e, pela corrente cruzada, nas mais contaminadas,
em virtude do tipo de enchimentos de contato, os chamados recheios, de
cada uma delas. Mas até mesmo esse princípio varia entre uma empresa e
outra.
Porém, uma das empresas mais tradicionais do ramo, a TRA,
de São Paulo, ainda trabalha com os dois conceitos. Há 20 anos no mercado,
e com cerca de cem torres de resfriamento de grande porte instaladas por
todo o país, além de muitas outras recapacitadas, a empresa, segundo seu
diretor, Eny Casetta, identifica a tendência de uso das contracorrentes
em projetos com água de melhor qualidade e as correntes cruzadas em ambientes
mais contaminados
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