Tipos de torres – Para realizar essa troca de calor, as empresas de engenharia dispõem de tipos diferentes de torres, que variam conforme o tipo de tiragem (efeito da movimentação do ar), natural ou mecânica, ou conforme as direções dos fluxos de ar, por contracorrente ou por correntes cruzadas. No caso do Brasil, porém, a variação ocorre apenas segundo as direções de fluxo, pois por contar com temperaturas elevadas a tiragem será sempre mecânica, de forma induzida (ventilador para exaustão) ou forçada (ventilador para insuflar o ar). Isso porque a tiragem natural depende da diferença das densidades do ar úmido no interior da torre e do ar ambiente, cuja faixa de variação é muito tênue em países quentes, mas apropriada em regiões frias.

No conceito de direção de fluxo, há um certo equilíbrio entre as tecnologias empregadas. Das cerca de mil torres de grande porte instaladas no País, com vazões de 2 mil até 40 mil m3/h, pelo menos 60% delas, as mais antigas, são de corrente cruzada, nas quais há sistema de ventilação lateral, onde o ar flui perpendicularmente à água descendente alimentada pela parte superior da torre, por meio de venezianas colocadas ao longo das paredes da torre e com a ajuda de ventiladores mecânicos colocados na parte de cima para exaustão.

O restante possui conceitos um pouco mais modernos e com melhor eficiência térmica, de contracorrente, na qual ventiladores são colocados no sentido contrário da água, na parte debaixo das torres, quando com tiragem forçada, ou no topo da torre, como um sistema de exaustão e portanto com tiragem induzida. Nestes sistemas, as venezianas de entrada de ar ficam na base da torre para puxar o ar para dentro e para cima, para entrar em contato com a água descendente.

É nesse panorama técnico que ocorrem os serviços em torres de resfriamento. As recapacitações voltam-se muito para melhora de eficiência nas construções mais antigas, de correntes cruzadas, e as novas obras são dirigidas, em termos de tecnologia, pelo tipo de água da instalação industrial. De forma genérica, opta-se pela torre de contracorrente quando a água é de melhor qualidade e, pela corrente cruzada, nas mais contaminadas, em virtude do tipo de enchimentos de contato, os chamados recheios, de cada uma delas. Mas até mesmo esse princípio varia entre uma empresa e outra.

Algumas delas praticamente não trabalham mais com as de correntes cruzadas, apenas com as contracorrentes induzidas ou forçadas.  
Cassetta: período de negócio é excelente

Porém, uma das empresas mais tradicionais do ramo, a TRA, de São Paulo, ainda trabalha com os dois conceitos. Há 20 anos no mercado, e com cerca de cem torres de resfriamento de grande porte instaladas por todo o país, além de muitas outras recapacitadas, a empresa, segundo seu diretor, Eny Casetta, identifica a tendência de uso das contracorrentes em projetos com água de melhor qualidade e as correntes cruzadas em ambientes mais contaminados

. “Os recheios das contracorrentes, com maior eficiência de troca de calor, são mais compactos e podem ser facilmente incrustados, enquanto os das correntes cruzadas são mais abertos e suportam mais contaminações, como vazamentos de óleos, por exemplo”, explica o engenheiro Casetta, com a experiência de quem há 27 anos trabalha no ramo.  
 

Já uma outra empresa, a Hamon Research-Cottrell, filial de grupo belga com escritório em São Paulo, apenas oferece ao mercado os modelos contracorrente.  
 

 

 

 
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