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Tratamento de água
Com clientes no limite
da capacidade instalada, fabricantes de torres de
resfriamento faturam com obras novas e recapacitações de unidades antigas O mercado de sistemas de resfriamento industrial aproveita
a atual condição do setor produtivo nacional, que opera no limite da sua
capacidade, para manter um ritmo respeitável de negócios e registrar em
alguns casos até mesmo recorde de vendas. O motivo é simples: com o necessário
e repentino aumento da carga térmica em fábricas de setores com grande
consumo de água, como química e petroquímica, papel e celulose, mineração
e siderurgia, a demanda por melhorias técnicas no condicionamento químico
e mecânico das torres de resfriamento passou a ser recorrente. Fenômeno
identificado sobretudo a partir do segundo semestre de 2004, em muitos
casos houve até mesmo a necessidade pela construção de novos sistemas. Um bom “termômetro” do cenário é o desempenho
recente de empresas especializadas em projetos de torres de resfriamento
de grande porte, utilizadas pela indústria pesada para conter a alta
liberação de energia térmica de seus processos e assim permitir a
recirculação das correntes de água industrial. Limitado a um pequeno
grupo de iniciados, com tecnologia e know-how de engenharia
suficientes para projetar essas grandes e complexas estruturas, o segmento
não tem do que reclamar nos últimos tempos. Apesar de ser um mercado
pequeno e instável, seus competidores contam com a agenda cheia de
pedidos, sejam de serviços de recapacitação de torres antigas ou de
obras novas. Além do bom desempenho da economia, o grau de especialização
das obras garante o nicho para os fornecedores do ramo. Tecnicamente,
as torres de resfriamento são como trocadores de calor, cuja permuta térmica
ocorre pelo contato direto entre ar e água. No processo, cerca de 80%
da transferência de calor da água para o ar realiza-se pela evaporação
de pequena parte da água circulante introduzida quente na torre, enquanto
os 20% restantes são transferidos pelo chamado calor sensível (provocado
por convecção para o ar circundante). De modo geral, no Brasil, em um
processo industrial comum e sob condições críticas de verão, a temperatura
da água é reduzida de uma média de 47ºC para cerca de 30ºC ou até para
25ºC no inverno. |
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