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Eletroforese evolui
com uso em automóveis
A adoção das tinta eletroforéticas
pelas montadoras de carros determina a evolução técnica
ecônomica desses eficientes agentes anticorrosivos
Domingos zaparolli
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A pintura por eletrodeposição é
uma caronista privilegiada da indústria automobilística.
Não há carro hoje no mundo que circule sem contar
com esse sistema de proteção anticorrosiva
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Cuca Jorge |
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| Peças eletroeletrônicas saem do banho eletroforético |
. O motivo é claro: foi principalmente graças
à tinta eletroforética, também conhecida como e-coat,
que as montadoras triplicaram a garantia da carroceria dada aos seus clientes,
hoje nunca inferior a 3 anos no Brasil, mas chegando em 8 anos em países
da Europa e até em 18 anos no Japão. “Corrosão
não é mais tema de preocupação no setor automotivo
mundial graças à eletrodeposição”, diz
José Valdir Guindalini, gerente de tecnologia da DuPont.
Os três fornecedores de e-coat que atuam no Brasil, DuPont, Basf
e PPG, alinham sua capacidade produtiva e estratégias de atuação
no mercado à indústria automobilística. Vendo os
números do setor, não é de se estranhar que isso
ocorra.
É verdade que os valores sobre faturamento e tonelagem são
desencontrados. A DuPont, informa Guindalini, avalia que o mercado brasileiro
é de 14 mil toneladas/ano de tintas eletroforéticas e movimenta
US$ 45 milhões. Já a PPG estima em 11.500 toneladas anuais,
num montante de US$ 27 milhões, segundo informação
de Odair Destro, gerente técnico da área anticorrosiva da
empresa. A Basf não forneceu seus números.
O relevante, porém, é notar o peso da cadeia produtiva do
automóvel no mercado de e-coat. Quanto a essa divisão, os
fornecedores da tinta estão de acordo. No Brasil, apenas as montadoras
são responsáveis por 75% das compras de tintas eletroforéticas.
A indústria de autopeças, caminhões, tratores e outras
máquinas agrícolas respondem por quase a totalidade dos
25% restantes. Há consumo em outros segmentos industriais, como
o de esquadrias de metais, mas é praticamente incipiente. O e-coat,
nesse caso, é utilizado não apenas como agente anticorrosivo,
mas também como pintura de acabamento.
Não há previsão de que essa divisão de mercado
venha a mudar tão cedo. “O investimento inicial em equipamentos
exigido pelo e-coat é muito caro. As indústrias de eletrodomésticos,
eletroeletrônicos e de móveis em aço estão
hoje com a tinta em pó, que apresenta um custo inicial mais econômico”,
diz Destro, referindo-se a necessidade de investimentos em tanques para
imersão e estufas de secagem para se realizar a pintura por eletrodeposição
cataforética. Outra vantagem da tinta em pó nesses segmentos
de mercado é a maior flexibilidade em relação às
cores. A pintura por imersão em larga escala exige tanques diferentes
para cores diferentes, aumentando ainda mais o custo do investimento.
Com tudo isso, não é de espantar a timidez dos fabricantes
de tintas eletroforéticas nesses mercados.
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