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Fase de ajustes – A Brenntag Química do Brasil encerra neste ano o processo de integração de negócios após a aquisição da Fenilquímica, ao fim do qual reduzirá de cinco para três o número de sítios no país. Na região Sul, a unidade de Esteio-RS (antiga Alquímica) permanece em operação, enquanto as instalações de Itajaí-SC e Colombo-PR terão atividades consolidadas em Joinville-SC. Em São Paulo, a tancagem da Fenilquímica está sendo transferida para Guarulhos (antigo sítio da B.Herzog, agora modernizado e ampliado), levando à desativação daquela unidade. As áreas comercial e administrativa seguem ocupando um andar alugado do prédio da Fenilquímica, no bairro de Santo Amaro, ainda pertencente ao antigo dono da distribuidora, o empresário Mário
Barilá.
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A Brenntag também promove a integração dos sistemas de tecnologia de informação (TI) de todas as bases, usando para tanto o sistema operacional adotado por todas as filiais da empresa na América Latina, preparando a futura integração regional dos sistemas. “Essas atividades nos permitirão reduzir custos operacionais”, explicou o diretor comercial Luciano
Foresti. |
Cuca Jorge |
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| Foresti: bases integradas ajudam a cortar
custos |
A redução no número de sítios da empresa do País será acompanhada pelo aumento de capacidade de estocagem, principalmente pela modernização dos sistemas de controle. “Teremos condições de atender o crescimento do mercado brasileiro nos próximos anos”, afirmou. Ele explicou que Brasil, México e Argentina são considerados áreas estratégicas para o crescimento da empresa, que fatura anualmente mais de US$ 4 bilhões em todo o mundo, sendo o principal player nos mercados sul-americano e europeu e o terceiro no norte-americano.
No Brasil, a empresa mantém ritmo de crescimento ao redor de 10% ao ano, tendo registrado faturamento bruto de R$ 300 milhões em 2004. Foresti não descarta novas aquisições de empresas de distribuição química no País nos próximos anos, a exemplo do que faz habitualmente no exterior. “Buscamos empresas com perfil complementar aos nossos negócios, ou que tenha foco em especialidades, ou com atuação geográfica interessante”, comentou. “Porém, nossa prioridade atual não é comprar outra empresa”.
Segundo ele, com a estrutura local integrada, o movimento estratégico será o de incorporar ao portfólio alguns produtos já distribuídos pela companhia no exterior, basicamente especialidades químicas. É o caso dos aditivos para borracha, plásticos e PU fabricados pela Crompton, de quem recebe também o EPDM. “Temos com eles um acordo mundial, pelo qual assumimos parte da estrutura de vendas, geralmente para os clientes de médio e pequeno porte”, explicou. Com a Hilmar Cheese há um acordo regional para a distribuição da lactose grau alimentício, que será ampliado para abranger também o grau farmacêutico.
Foresti salienta que a Fenilquímica já possuía contratos de distribuição de especialidades com a Rohm and Haas, silicones da Dow Corning e aditivos da Oxiteno, todos mantidos. Além destes, também continuam a ser formulados os solventes da linha Fenilsolv, feitos sob encomenda. Na Brenntag de Guarulhos existe uma instalação dedicada, operada em parceria com a Nitroquímica, para a dissolução de nitrocelulose. Lá também se fraciona em bombonas o ácido fluorídrico. “Verificamos uma tendência favorável à produção de pré-misturas e reembalagem de alguns itens”, afirmou.
Essas operações adicionam valor aos produtos e aprofundam o relacionamento com os clientes. Porém, como várias distribuidoras já oferecem esse tipo de serviço, o diretor comercial prevê uma redução nos preços. A tendência, aliás, é de queda paulatina dos valores negociados. “Hoje em dia os clientes são muito bem informados e descartam negociações por pacotes fechados de produtos, preferindo discutir valores item por item”, comentou. “Eles até querem pacotes, mas discutem preços um a um.”
Por isso, ele adota como princípio atuar apenas nos mercados e itens nos quais tenha grande eficiência. Embora seja um fornecedor conhecido de soda cáustica, a empresa saiu da maior parte dos demais ácidos e álcalis. O mesmo se deu com a barrilha leve. No campo dos tensoativos, o ácido sulfônico é um exemplo de produto pouco atraente.
Da mesma forma, nem sempre ter presença nacional representa reforço nos resultados. “Antigamente, a região Sul era um mercado que remunerava melhor a distribuição de produtos químicos, mas com a entrada de várias empresas os preços se nivelaram com os de São Paulo, sem falar na chegada de produtos argentinos favorecidos pelos acordos do Mercosul”, afirmou. Essas invasões regionais muitas vezes são feitas a partir de instalações de qualidade precária, um movimento que tende a desaparecer com o aumento das preocupações ambientais. “Isso ainda ocorre na região Nordeste e no Centro Oeste”, mencionou. Embora os mercados regionais não sustentem a presença de tantos distribuidores, segundo Foresti, algumas distribuídas estimularam esses movimentos de expansão territorial.
Na análise do diretor, 2004 foi bom para o setor recuperar margens, por causa de uma crise de suprimentos que acarretou a falta temporária de alguns itens em âmbito mundial. Para 2005, porém, a situação é outra. “A China reduziu o ritmo de compras e já começa a sobrar produtos no mundo, apontando para queda nas cotações”, informou. Como os preços locais acompanham as cotações mundiais, em dólares, o faturamento setorial tende a encolher, motivo pelo qual ele recomenda ter cuidado com os custos. Derivados de óxido de propeno, etoxilados, glicóis, aminas e cetônicos foram citados como exemplos de produtos com sobras.
No caso brasileiro, a evolução fraca do PIB no primeiro trimestre fez acender a luz amarela no setor. “Com a taxa muito alta de juros e o câmbio desfavorável às exportações, vai ser difícil manter as metas oficiais de crescimento”, comentou. Por sua vez, a Brenntag espera alcançar o desempenho planejado para o período.
Crescimento projetado – Coerente com o plano de situar-se entre as cinco maiores empresas de distribuição química do país, a Brazmo comprou, em maio deste ano, a R. Fonseca, de Belo Horizonte-MG, com forte atuação no ramo cosmético, geograficamente presente em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e na região Centro-Oeste.
| Cuca Jorge |
“Além da boa carteira de clientes, a R. Fonseca também nos permitirá acesso a fornecedores como American Chemical (Uruguai), Sterling (Índia) e ao álcool cetoestearílico da Ecogreen (Malásia)”, comentou Clodoaldo
Perone, diretor-executivo da Brazmo.
Com 43 anos de mercado, a Brazmo foi comprada em 1999 pelo grupo
Formitex. Desde o ano passado, a empresa agrupou seus negócios em três divisões: a de produtos químicos para uso industrial, a de sistemas de
PU, e a de produtos para alimentos, cosméticos e farmacêuticos (denominada “vida”). |
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| Perone: aquisição recente reforça atuação
em MG |
Nos últimos anos, a empresa empreendeu forte esforço de ampliação da área de atuação, mantendo filiais com estoque próprio em Porto Alegre, Joinville, Rio de Janeiro, Anápolis e Recife, além de escritórios regionais de vendas em Ribeirão Preto, Marília e Campinas. “Cada filial precisa encontrar a vocação da região”, explica Perrone. Por exemplo: em Anápolis a ênfase recai na indústria farmacêutica, cosmética e alimentícia; no Nordeste, para tintas, PU e produtos para cultivo e processamento de camarões; Joinville, com o ramo têxtil.
No rol de distribuídas constam Du Pont (dióxido de titânio), Basf (PU, químicos variados e biocidas, como glutaraldeído), Cabot (sílicas), Degussa (peróxido de hidrogênio), Denver Cotia (CMC), a SQM chilena, a Pasa, da Argentina, a nacional Petrom, entre outros.
| ‘Temos um mix com 50% de produtos nacionais e 50% importados”, comentou José Roberto de Azevedo, gerente de negócios da divisão química. A variação cambial trouxe algumas perdas nos produtos importados de giro mais lento, mas pouco significativas, segundo comentou, até porque alguns desses itens mantêm trajetória de elevação de cotações internacionais que compensam a taxa de conversão de divisas.
A estrutura de vendas se apóia no telemarketing, ativo e reativo, tanto na matriz, quanto nas filiais. “Nossos vendedores externos não tiram pedidos, eles desenvolvem novos clientes e aplicações”, comentou
Perone. |
Cuca Jorge |
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| Azevedo: tancagem sai da Barra Funda para
Suzano |
Atento às questões ambientais e de valorização da imagem setorial, a empresa está em processo de certificação no Prodir, programa para o qual não economiza elogios. Por manter filiais com estoque, a empresa precisa passar por auditorias em cada unidade, tornando um pouco mais difícil o processo.
A sede está em reforma, tanto na área administrativa, quanto na operacional. “Estamos transferindo a tancagem daqui para uma empresa do grupo em Suzano-SP, onde temos 3 milhões de m³ de capacidade”, disse Azevedo. A mudança vai permitir manobras mais rápidas e fáceis com os caminhões que operam com produtos secos e entamborados na área coberta de 20 mil m² da sede.
Perone calcula, a partir de dados da Associquim, que dez distribuidores representam 40% das vendas setoriais, enquanto todos os demais vendem 60% do total. “Há uma pulverização excessiva, que deve motivar um processo de consolidação”, afirmou.
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