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SOLVENTES
Rhodia amplia capacidades no Brasil até 2008
A Rhodia ampliará sua capacidade de produção de solventes no Brasil em 70% até 2008, de modo a aproveitar mais a disponibilidade de insumos e estrutura física. Além de atender ao crescimento da demanda nacional, a empresa pretende reforçar a exportação, que já representa 40% do negócio, com previsão de faturar US$ 200 milhões em 2005.
Embora a taxa de câmbio atual não incentive as vendas ao exterior – pelo contrário, o real forte atrai competidores internacionais –, a Rhodia persiste na execução do planejamento traçado em 2000. A partir dele, a companhia ampliou a venda ao exterior de 10 mil t de solventes naquele ano para 80 mil t/ano em 2004.
| “O planejamento estava correto, pois a qualquer momento a taxa de câmbio poderá mudar totalmente, como sempre acontece no País”, avaliou Mário Lindenhayn, vice-presidente da Rhodia Performance Chemicals Latin America. Cerca de 30% do faturamento total da Rhodia brasileira é obtido por meio de exportações. |
Cuca Jorge |
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| Lindenhayn: produção do acetato de etila
crescerá 150% |
O desempenho doméstico também é atraente. “De janeiro a junho deste ano, o aumento de vendas foi de 40% sobre o mesmo período de 2004”, informou. Dessa forma, espera-se manter a média de crescimento anual de 15% projetada pela companhia. O mercado de tintas evolui na média de 7% ao ano, apoiado pelas tintas de impressão, grandes consumidoras de solventes oxigenados.
A capacidade produtiva crescerá em duas etapas. A primeira será concluída neste ano e representará aumento de 40% sobre o total instalado de 2003. A segunda se inicia imediatamente, prolongando-se até 2008, acrescentando outros 70% de capacidade. Desde 2000, a Rhodia investiu US$ 30 milhões em solventes. Em 2006, serão aplicados mais US$ 10 milhões. E a segunda fase de ampliação ainda não tem orçamento definido.
No grupo dos solventes, o carro-chefe é o acetato de etila, linha capaz de ofertar 100 mil t/ano atualmente. Para 2006, a capacidade de produção ganha um reforço de 50%, chegando a 150 mil t/ano. Até 2008, a previsão da Rhodia é alcançar 250 mil t/ano, 150% a mais que a atual. Segundo Lindenhayn, essa etapa ainda está em detalhamento.
“Queremos ficar entre os três maiores produtores globais de acetato de etila, somando nosso know-how, com disponibilidade de etanol a preço competitivo e escala de produção adequada”, afirmou o vice-presidente. A Rhodia brasileira já está entre os cinco maiores players mundiais desse produto e a fábrica atual é a quarta maior do planeta.
Maior consumidor de álcool etílico industrial do País, a empresa não teme a competição com a demanda automobilística, tanto nacional, quanto do exterior. “Já temos contratos de suprimento acertados e o setor alcooleiro está em franca expansão, de modo a manter o abastecimento”, explicou. O fato de os carros atuais contarem com tecnologia flexível, admitindo combustíveis de origem fóssil ao lado do etanol, também tranqüiliza o executivo, pela facilidade de o consumidor contar com a alternativa.
Nos derivados de acetona, a Rhodia mantém sua estratégia de investimentos. Em 2004, foi realizado o desengargalamento da planta de fenol/acetona. Na metade de 2006, a empresa passará a operar a maior unidade produtiva do mundo de diacetona álcool (DAA). “Será uma revamp para aumentar a capacidade em 50%”, confirmou Celso Luiz Tavares Ferreira, diretor da unidade de negócios PPMC America Latina (pintura, papel e materiais de construção). O DAA encontra forte demanda no exterior. Também o hexilenoglicol receberá investimentos. “Estamos nos preparando para disputar ainda a liderança mundial nos cetônicos”, disse Lindenhayn.
A Rhodia identificou oportunidades interessantes nos green solvents, produtos de origem renovável e considerados amigáveis ao meio ambiente e à saúde humana. A área de calçados apresenta forte consumo desses itens. Novas aplicações em mercados como domissanitários, farmacêuticos e produção de petróleo podem aproveitar esforços sinérgicos da companhia, que já fornece para eles outros itens.
Distribuição forte – No ano passado, 35% das vendas de solventes da Rhodia no Brasil foram realizadas por meio de sua rede de distribuidores. Esse percentual é um recorde. “Vai levar alguns anos para consolidar esse percentual antes de pensar em modificá-lo”, comentou Ferreira, dizendo-se satisfeito quanto ao trabalho da distribuição. O relacionamento transparente com as empresas da rede e o respeito aos limites impostos pelo contrato apóiam os bons resultados.
Das vendas diretas da empresa, ele atribui a participação de blends em torno de 10% a 15%, direcionadas para clientes de grande porte que solicitam altos volumes ou para a produção de linhas padronizadas, como o MEK Plus.
M. Fairbanks
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