|
Em tempo de preços e margens elevadas, setor avalia estratégia de consolidação em Triunfo
Mais
um lance no xadrez da petroquímica brasileira aumentará a
“musculatura” do principal player, a Braskem, mas também
coloca em xeque o atual equilíbrio de forças com a Ipiranga Petroquímica
no Pólo de Triunfo. Em 30 de abril, Braskem e Petroquisa redefiniram um
aditivo contratual firmado na época da formação da Braskem, em julho de
2001, ratificado em 2002, por meio do qual a Petroquisa, subsidiária da
Petrobrás encarregada dos negócios nas áreas química e petroquímica,
poderia elevar sua participação acionária com direito a voto até o
mesmo percentual em poder do maior acionista da Braskem, compartilhando o
poder de controle. O mesmo aditivo estipulava que, ao exercer a opção, a
estatal se obrigaria a abandonar qualquer participação acionária em
empreendimentos concorrentes. A primeira parte do aditivo atendia a um desejo antigo da
Petroquisa, de assumir o controle operacional de empresa de porte no
setor. A segunda consistia de uma contrapartida exigida pelos acionistas
da Braskem pelo compartilhamento do controle. Ambas eram vistas com
reservas por empresas concorrentes. Há quem entenda que a Petroquisa não
possa participar do controle operacional de centrais petroquímicas porque
representaria conflito de interesses, pois já é detentora de parcelas de
capital de todas as centrais e até da Rio Polímeros. Fora o risco da
cartelização. Ao mesmo tempo, caso se desfizesse de posições
importantes em empresas concorrentes da Braskem, poderia desencorajar
novos investimentos no setor. Além de participar como acionista em novos
projetos, a Petrobrás é a maior fornecedora de nafta e óleo combustível
da petroquímica nacional. O acordo do final de abril conseguiu, com um só movimento, garantir uma posição acionária mais expressiva para a Petroquisa na Braskem e manter intactos seus interesses em outros negócios de vulto existentes ou a construir. O novo aditivo contratual revoga o anterior, e estipula que os acionistas controladores da Braskem (Odebrecht, Norquisa, Odebrecht Participações) confiram à também acionista Petroquisa nova opção de compra de ações até o limite de 30% do capital votante da companhia. Essa opção deverá ser concluída até 31 de dezembro de 2005.
|
|||||||||||||||
| <<<Anterior | |||||||||||||||