“Existe uma demanda reprimida porque o PVC não oferece a mesma qualidade, os fabricantes de calçados sintéticos querem produzir modelos com melhor estética, mais durabilidade e conforto, mas a oferta de PU é insuficiente”, aposta o engenheiro de materiais da Bayer Materialscience, Alberto Hassessian. 

Fernando de Castro
“A Bayer só vai trabalhar agora com produtos de alto valor agregado”, disse, ao enfatizar a decisão da empresa em retirar a marca do mercado de insumos químicos para couros naturais.
A bola da próxima Copa do Mundo: revestida em poliuretano

Além disso, informou Hassessian, está entrando no mercado uma série de formulações adicionais como matérias-primas para adesivos à base água, sistemas de isolamento e tintas, também com formulações poliuretânicas. No estande da empresa, foi exibida a versão atual da bola da Eurocopa com revestimento externo em poliuretano desenvolvido nos laboratórios da Bayer Materialscience. “É o mesmo material da bola da Copa do Mundo 2006”, antecipou Hassessian.

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om uma gama de produtos já consagrada neste mercado a Basf também apresentou PUs desenvolvidos com a finalidade de atender o setor calçadista. São os sistemas para solados (solas, entressolas e palmilhas) da linha Elastopan e o poliuretano termoplástico (TPU) para solados, tacões, saltos e outros componentes da linha Elastolla
Hassessian: bayer preferiu petroquímica a couro

Cn. Como novidade a empresa apresentou o Elastollan Light. Trata-se de um TPU expandido desenvolvido para injeção de solas para calçados, que alia leveza às elevadas propriedades mecânicas do TPU e ao baixo desgaste por abrasão. Posicionada entre as três maiores em quase todas as indústrias e aplicações afins, a Basf Poliuretanos iniciou as atividades em 1995, em Mauá-SP, onde desenvolve soluções para as mais variadas necessidades das indústrias automobilística e de transporte, refrigeração, construção civil, de calçados, de móveis e agropecuária.

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Outra empresa focada em PU é a Coim. Para a Fimec 2005, a empresa desenvolveu um polímero com aparência e toque de madeira para solados de calçados femininos. “É um produto fabricado em PU, mas com composição química muito semelhante à madeira”, garantiu o gerente nacional da Coim Brasil, Edgard Mingoni.
Ávila: calçado cada vez tem mais polimeros

 A empresa aproveitou a Fimec também para anunciar a entrada em operação de uma planta piloto para realizar testes com matérias-primas com capacidade para processar 400 quilos por dia de PU.  

 
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