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Co-processamento de resíduos
As vantagens competitivas da tecnologia não são apenas conceituais, mas também técnicas, e já se refletem no desempenho do mercado. Embora a princípio qualquer forno industrial consiga incinerar resíduos, as unidades cimenteiras são mais adequadas para a queima e já há 20 anos, por todo o mundo, vêm atuando nessa frente. São várias as razões: seus fornos de clínquer conseguem altas temperaturas para destruição (no gás até 2.200ºC e na massa sólida/fundida, 1.450ºC), possuem elevado tempo de residência (5 seg acima dos 1.200ºC), taxa de oxigênio que assegura combustão completa e turbulência, no forno rotativo, que provoca uma boa mistura entre o oxigênio e a massa de matérias-primas. Esses fatores fazem o forno desaparecer com a matéria orgânica e, no caso de metais pesados e outros componentes inorgânicos, levam-nos a ficar quimicamente ligados à estrutura cristalina dos silicatos do cimento. Prova das vantagens do co-processamento de resíduos é a ascensão do mercado, mundial e nacionalmente falando. No caso da Europa, por exemplo, a movimentação em torno da alternativa chama a atenção por se tratar do continente onde a conduta ambiental é considerada benchmarking para o resto do mundo. Nos países da comunidade européia, cerca de 4 milhões de toneladas de combustíveis oriundos de resíduos sólidos e líquidos são empregados por ano em substituição a 3 milhões de t de carvão utilizados na clinquerização do cimento. Isso sem falar que cada vez mais os fornos europeus são requisitados oficialmente, por órgãos ambientais, para destruir passivos problemáticos, como foi o caso de ossos e carcaças bovinas contaminadas com a doença da Vaca Louca. |
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