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Avanço
tecnológico cria funções
específicas Em apenas dez anos, as cargas deixaram de ser vistos apenas como enchimento e já combinam alto desempenho com redução de custos
José paulo Sant`Anna Há
cerca de uma década, as cargas minerais eram produzidas a partir de
processos de transformação pouco sofisticados. Esses materiais eram
apontados por especialistas do mercado como uma simples alternativa para
substituir matérias-primas de maior preço em variadas situações, mesmo
que tal prática resultasse na queda da qualidade dos produtos que os
incorporassem. O mais importante para os usuários era reduzir os custos de
suas linhas de produção. Ao longo desses últimos anos, a tecnologia avançou, a concorrência entre empresas dos diversos segmentos da economia se acirrou e a exigência dos consumidores aumentou. A significativa mudança de cenário alterou o perfil desse segmento de mercado. Seria hipócrita afirmar que os usuários de cargas não estão mais preocupados em adotar fórmulas econômicas para os produtos que fabricam. É inegável, no entanto, que os clientes da indústria de cargas minerais passaram a dar maior importância para a qualidade de seus produtos. Basta lembrar, por exemplo, do desafio imposto à indústria de autopeças, que ao produzir componentes em plástico ou borracha precisa atender as exigências a cada dia maiores feitas pela indústria automobilística.
Prefiro dizer que fornecemos aditivos minerais”, resume Edson Teixeira, especialista técnico em tintas da Imerys, multinacional de origem francesa presente no Brasil há quatro anos. A empresa chegou ao mercado nacional ao adquirir as brasileiras Ecci e Quimbarra e produz no País produtos derivados do carbonato de cálcio beneficiados a partir de processos naturais ou precipitados (sintéticos).
A empresa, de Campinas-SP, produz algumas dezenas de aditivos minerais naturais com propriedades diversas.
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