TintasAtualização lenta em equipamentos Fabricantes de
equipamentos se esforçam para vender inovações tecnológicas para
indústria de tintas Marcelo Fairbranks Moderna em seus conceitos e
sempre atenta às novidades em ingredientes e formulações, a indústria
de tintas revela-se conservadora quanto aos seus equipamentos de produção. Dispersores, moinhos e agitadores seguem os desenhos há décadas
conhecidos. Nas fábricas não é difícil encontrar em operação máquinas
da idade desses projetos. Algumas iniciativas de automação e atualização
tecnológica aparecem isoladamente, mas estão longe de constituir uma
tendência do setor. “Cada
vez que o governo fala em mexer nos juros básicos, os projetos de
investimento ficam paralisados”, lamentou Rubens Keller, responsável
pelas vendas e aplicações da linha para tintas da Semco Equipamentos
Industriais, tradicional fornecedor de máquinas e conjuntos sob
encomenda. Ele informou que em dezembro passado a empresa esperava fechar
contratos de fornecimento para dez projetos entre janeiro e fevereiro
deste ano. Com a retomada dos aumentos de juros pelo Banco Central, nenhum
dos pedidos foi confirmado ainda. Essa
percepção de mercado, porém, não é unânime. Com fábrica instalada
na catarinense Pomerode, a Netzsch do Brasil afirma ter ampliado suas
vendas, tanto em faturamento, quanto em número de peças, da ordem de 15%
a 20% durante 2004, mantendo o ritmo de negócios já verificado em 2003.
“Em 2005, o mercado já dá sinais de crescimento também”, comemorou
Giuliano Albiero, gerente de vendas da unidade de negócios de moagem.
Embora esses números compreendam vários segmentos industriais, o setor
de tintas contribuiu significativamente para o resultado. Também
a norte-americana Hayward, detentora desde 1999 da conhecida fornecedora
de filtros GAF (ex-ISP), comemora aumento de 15% nas vendas para diversos
setores industriais. Especificamente para as tintas, o ano passado foi
bom, principalmente por conta de encomendas de equipamentos por parte de
fornecedores de tintas automobilísticas, setor com demanda fortalecida
pela exportação de veículos. Já na venda de elementos filtrantes
(feitos de telas de náilon, ou de feltros agullhados de polipropileno ou
poliéster), a situação não é das
melhores, por conta da competição nem sempre leal com novos
fornecedores. “No Brasil, por causa dos impostos elevados, os informais
levam grande vantagem no preço de venda”, lamentou Pedro Zucatto,
supervisor de vendas da divisão de filtros da Hayward do Brasil,
instalada em Mogi Mirim-SP.
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