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Nanopartículas permitem fórmulas inovadoras
Pesquisa leva José Paulo Sant´Anna
Bem menos conhecidos, outros tipos de cerâmicas começam a ser a cada dia mais comentados. Desenvolvidas a partir de pesadas
somas que começaram a ser investidas no final dos anos 70 pelos países
ricos, as chamadas cerâmicas avançadas ou especiais são obtidas em
laboratórios, a partir da síntese química de diversas substâncias. Conforme a sua composição, elas contam com
características que as credenciam para funções as mais diversas,
tornando-se úteis para diferentes segmentos da economia. Entre as
propriedades dessas matérias-primas encontram-se, por exemplo, a elevada
resistência mecânica, a possibilidade de agüentar temperaturas
altíssimas e o fato de não serem atacadas pela corrosão (veja no
quadro abaixo quais são as principais cerâmicas
especiais, suas características
e em quais funções são mais utilizadas). Tais propriedades estão fazendo com que essas
matérias-primas substituam metais, polímeros e outros materiais em
dezenas de aplicações. A
expectativa dos especialistas é de que no futuro a utilidade dessas
cerâmicas deve se multiplicar. O otimismo deve-se ao avanço da
nanotecnologia, ciência voltada para o estudo e manuseio de partículas
cujo tamanho gravita na casa dos milionésimos de milímetros.
Quanto menores e mais puras as partículas das matérias-primas
pesquisadas, maiores são as possibilidades de adequar suas propriedades a
aplicações hoje presentes apenas na imaginação dos pesquisadores
científicos que se dedicam ao assunto. Pesquisa - No campo da pesquisa de cerâmicas avançadas, o Brasil encontra-se em boa posição, guardadas as proporções do atual estágio da produção científica brasileira perante as dos países avançados.
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