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TINTAS GRÁFICAS Impressão em alta recupera as vendas Com a expansão da indústria gráfica nacional, fornecedores de tintas de impressão de tintas de impressão de tintas de impressão de crescimento Rose de Morais
Relatório preliminar de desempenho divulgado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) aponta expansão de 10% e um faturamento global superior a US$ 5 bilhões em 2004, contra os US$ 4,5 bilhões alcançados em 2003. Embora não sejam resultados definitivos, o último saldo anual da balança comercial também foi bastante favorável aos produtos gráficos brasileiros com superávit de US$ 100,7 milhões, contra os US$ 72,8 milhões de 2003, um aumento de 38,7%. As exportações cresceram 2,65%, totalizando US$ 204,43 milhões, e as importações registraram queda de 6,79%, ao somar US$ 103,7 milhões. Tais avaliações feitas pela Abigraf levaram em conta o consumo aparente de papéis e tintas de uso setorial, onde o crescimento em 2004 foi estimado em torno de 8%. Se as margens de lucro subtraídas nos últimos anos ainda não puderam ser recuperadas, restou a possibilidade de recuperar vendas. Como grande importador de matérias-primas, como pigmentos, óleos minerais, vegetais, ceras e resinas, o setor de tintas também se viu favorecido pelo câmbio e pela condição declinante do dólar, podendo contabilizar menores custos de produção. No entanto, para expandir e até mesmo assegurar participações no mercado interno, e projetar-se de maneira agressiva nas exportações, o setor tem modernizado fábricas, oferecendo novas ofertas em produtos. Aquosa para rotogravura – Com mais de 60 anos de atuação, a Cromos, com fábrica no Rio de Janeiro, inova a oferta de produtos para o segmento de rotogravura de alta tiragem, lançando em meados de 2005 a linha de tintas aquosas, como alternativa de substituição para as tintas à base de solventes orgânicos.
A liberação da nova linha aos mercados de rótulos, etiquetas e embalagens só será possível graças a inúmeros testes complexos de impressão, envolvendo as etapas de gravação de cilindros e secagem por evaporação nas estufas. O fornecimento inicial deve ser para impressões em papel ou cartões, empregados na fabricação de carteiras e envoltórios para a indústria de cigarros. Ao conceber a novidade, a empresa levou em conta não só a evolução do mercado de tintas gráficas, que vem adquirindo equipamentos mais velozes, como também as demandas ambientais das empresas, por produtos menos agressivos. "Hoje não mais se admitem tintas gráficas formuladas com metais pesados ou com fortes odores e, por isso, a busca de fontes e fornecedores de matérias-primas tornou-se incessante para melhorar a competitividade dos nossos produtos", acrescentou Gero. Há décadas produzindo tintas para rotogravura à base de nitrocelulose, com especialização no fornecimento para o mercado de embalagens para cigarros, em parceria de longa data com a Philip Morris, a empresa teve agora a oportunidade de desenvolver as primeiras aplicações de tintas aquosas para a aplicação. E, além desta, também se prepara para lançar nova linha para off-set, com cura UV e secagem instantânea. Com essas características, há mais de 20 anos já são produzidas várias linhas de produtos, cujas vendas não decolaram na proporção esperada em razão dos custos e de dificuldades operacionais encontradas pelas gráficas. "Planejamos, agora, produzir com novas matérias-primas, e vamos promover reduções de custo, tornando os produtos mais atraentes sem perdas de produtividade comuns a esse tipo de impressão, sobretudo na produção de formulários contínuos em sistemas rotativos", afirmou o diretor. Com participação em torno de 35% no mercado de tintas off-set, estimado em 500 toneladas/mês, a Cromos também se destaca no fornecimento de tintas off-set sheet fed, para impressão de formulários contínuos, folhetos, materiais promocionais, obras didáticas e embalagens em geral. Também produz tintas off-set com cura UV, para papéis e plásticos, neste último caso envolvendo a fabricação de cartões de crédito e telefônicos. Seu alto conceito, porém, se estende ao segmento de tintas metalgráficas com cura térmica ou UV, empregadas em latas compostas de três peças (three-piece), envolvendo tampa, corpo da lata e fundo, para o mercado de óleos e solventes. Outro foco é em tintas com cura térmica para latas two-piece, providas de tampa e corpo repuxados, em alumínio ou aço, utilizadas para acondicionar refrigerantes e cervejas, onde a Cromos detém posição confortável de fornecedora exclusiva, mantendo-se na liderança. "Em 2005, vamos nos dedicar mais ao mercado de tintas flexográficas para substratos flexíveis", antecipou seu diretor. Responsável pelo desenvolvimento das primeiras tintas flexográficas aquosas, formuladas ainda na década de 70, a Cromos ganhou mercados nos segmentos do papelão ondulado e sacos multifolhados, mas pretende agora centrar o foco em flexíveis. "A flexografia, especialmente para substratos flexíveis, é o segmento que mais cresce no mundo e no Brasil, e terá grande desenvolvimento nos próximos anos, principalmente em virtude das exportações de alimentos, um mercado em franca expansão no Brasil e de grande exigência quanto à especialização de seus fornecedores", comentou Gero. Afora a flexografia, a consagrada impressão por off-set, disseminada nos segmentos editorial, promocional e de embalagens, também deverá continuar rendendo bons dividendos. A empresa renovou acordo comercial com a americana INX International, do grupo japonês Sakata, para a venda no Brasil de tintas gráficas especiais destinadas às impressões em máquinas rotativas do tipo "HS", com capacidade para grandes volumes. Levando também em conta as necessidades das máquinas off-set planas, a empresa desenvolveu tintas para aplicações em papéis revestidos e não-revestidos com brilho e alta resistência ao atrito, que não secam na rolagem em períodos até 24 horas. Para papéis de secagem mais lenta, como os cuchês foscos e os off-set, outro desenvolvimento também contemplou secagens mais rápidas. Para impressões de alto brilho e rápida secagem, são oferecidas tintas off-set especiais, indicadas para impressoras com reversão 4/4 e 5/5, com velocidade de impressão de mais de 15 mil bases/hora, incluindo produtos para máquinas com impressão simultânea, abrangendo frente e verso impressos em quatro cores em cada lado. Na próxima temporada, também impera na Cromos a certeza de retomar a fabricação de vernizes à base d’água e com cura UV, além de aumentar as vendas aos mercados de embalagens para alimentos e brinquedos que, há mais de 20 anos, já vem utilizando tintas off-set de baixa toxidez, fabricadas pela empresa com teores controlados de metais, como antimônio, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cromo, mercúrio e selênio. "Tivemos a preocupação de organizar uma cadeia de fornecimento de matérias-primas controladas, envolvendo pigmentos, processos e até embalagens, que passaram de metálicas a plásticas transparentes, com investimentos de 3% do nosso faturamento anual em pesquisas", informou Gero.
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