Cuca Jorge Outra área de negócios destacada no portfólio da empresa é a de secantes metálicos com produção própria. “Lançada na última edição da Abrafati, nossa linha de secantes alcançou excepcional desempenho de vendas no decorrer deste ano”, afirmou Roberto Giannini, diretor operacional da Carbono.  

Como aceleradores da secagem, cura ou endurecimento de resinas à base de óleos vegetais, esses secantes promovem a secagem uniforme das películas por polimerização, aplicando-se a tintas de secagem em estufa. Utilizados em conjunto com secantes de cobalto, produzem filmes de maior dureza. A empresa ainda destacou formulações para substituir secantes à base de chumbo, entre outras, cuja função é acelerar a polimerização.  

Giannini: secantes próprios registram procura crescente

Nova oferta de oligômeros – Em matéria de oligômeros para dispersão de dióxido de titânio em tintas curadas por radiação UV, a exposição esteve representada por intermédio das formulações da Sartomer, empresa do grupo francês Total, que desembarcam no mercado brasileiro tendo como  via de acesso parceria firmada com a Bandeirante Química. Segundo o gerente geral para as Américas do Sul e Central da Sartomer Eduardo Guillermo Signorelli, uma das funcionalidades desses oligômeros é permitir a fabricação de tintas com alta fluidez, aspecto importante para as tintas serigráficas e flexográficas, que alimentam mercados gigantescos, como os de CDs, banners, out-doors, adesivos, entre outros materiais promocionais, incluindo o atrativo mercado de embalagens flexíveis. 

No pacote de matérias-primas para tintas curadas por UV, outras novidades da Sartomer envolveram uretanos acrilados, alifáticos e aromáticos, desenvolvidos para a fabricação de tintas serigráficas destinadas a processos de vacuum forming.  

Mas para melhorar a flexão de vernizes curados por radiação UV, bem como promover aderência a certos substratos plásticos, como PS e PVC, os fabricantes de tintas também já podem contar com o monômero para cura UV  com alto poder de diluição de resinas.

Na opinião de Signorelli, as matérias-primas de maior consumo no mercado brasileiro de tintas e vernizes ainda são constituídas por TPGTA (tripropilenoglicol diacrilato), TMPTA (trimetilol propano triacrilato) e HDODA (1,6 – hexano dioldiacrilato).  Cuca Jorge
Signorelli: mercado já prefere monômeros menos agressivos

Neste último caso, porém, já se observam substituições por monômeros funcionais menos agressivos e que também atuam como dispersantes de pigmentos, como é caso dos TMP(P0)3 TA, trimeticol propano (propoxilado)3 triacrilato.

Outra presença de destaque foi a Fragon, tradicional fornecedor de produtos para a indústria da borracha, que está iniciando vendas de resinas alquil fenólicas (aril-sulfonamida, à base de breu e PU e fenólica melamínica), produzidas pela americana Schenectady, com fábrica em Atibaia–SP. Entre os itens nacionais ressaltou os estearatos de alumínio, cálcio e zinco, produzidos pela Sim Estearina, no Paraná, integrados aos atuais fornecimentos feitos pela empresa.

A Feitintas também atraiu pela primeira vez a participação do grupo Resinas Brasil/Socer. Presente no País desde 1992, o grupo, de origem portuguesa, é o maior produtor de breu e derivados instalado no Brasil, sendo responsável pelo processamento de cerca de 45 mil toneladas/ano de resinas de pinus. Dos 10 mil hectares de florestas de pinus pertencentes ao grupo na região de Guareí–SP, extraem-se gomas/resinas, depois transformadas em breu (colofônia), de largo emprego na fabricação de resinas malêicas e fumáricas, adesivos, tintas e vernizes, cosméticos, papel e borrachas sintéticas.

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