Alternativas aos monômeros – As novidades apresentadas nesta edição da Feitintas também consideraram as atuais dificuldades na obtenção de monômeros acrílicos e de estireno, atribuídas ao aquecimento do mercado asiático, em especial as compras do emergente mercado chinês. Preocupados com a continuidade de oferta nesses segmentos alguns fornecedores apresentaram novas soluções. Esse foi o caso da Makeni Chemicals, de Diadema–SP, tradicional fornecedora de solventes e única distribuidora credenciada da Basf no segmento de emulsões acrílicas, que apresentou ao público matérias-primas alternativas nacionais e de origem asiática.

Destacaram-se no estande as emulsões de estireno-butadieno da Basf, destinadas a incrementar a produção de tintas decorativas. Essas emulsões representam alternativa ao uso das estireno-acrílicas até então processadas pelos polimerizadores. Originárias da Coréia, também oferece  emulsões copolímeras estireno-acrílicas.  Cuca Jorge
Haske: emulsões ajudam a reduzir o consumo de dióxido de titânio

Consideradas substitutas parciais dos pigmentos de dióxido de titânio, outro segmento onde a demanda tem superado a oferta, essas emulsões conferem às tintas poder adicional de cobertura, proporcionando melhor rendimento e reduções no volume de ligantes nos polímeros de adesão.  

“A depender da formulação, o emprego dessas emulsões propicia reduções até de 20% na quantidade de dióxido de titânio”, informou Klauss Haske, gerente da Makeni. “Suas propriedades devem-se ao fato de que as partículas não coalescem, proporcionando, após a secagem do filme da tinta, um sistema de microesferas poliméricas ocas e rígidas, dotadas de excelentes propriedades reflexivas”, explicou.  

Aplicadas em formulações de tintas de primeira linha, com baixo PVC (Pigment Volume Concentration), essas emulsões melhoram a dispersão e o rendimento do pigmento, reduzindo custos, e podem ainda ser utilizadas no segmento de tintas econômicas. 

“Também podem ser aplicadas em formulações visando substituir o caulim por carbonato de cálcio precipitado, oferecendo a vantagem de reduzir as quantidades de ligantes e pigmentos”, complementou Haske. Outros acréscimos à linha da empresa foram observados nas linhas de monômeros de acrilato de butila, acrilato de etila, acrilato de 2-etil hexila e ácido metacrílico, utilizados na produção de resinas.

A importadora e distribuidora Grupar, de São Paulo–SP, também ampliou a variedade de oferta ao mercado brasileiro, incluindo entre os seus itens monômeros e oligômeros fabricados pela Miwon, da Coréia, somados a dispersantes, agentes de nivelamento e umectantes para tintas à base d’água, fabricados pela  Silcona, da Alemanha, e a estabilizantes de processo, inibidores de polimerização e aceleradores de reação, da Albermarle Corp., dos Estados Unidos. 

“Além de mantermos estoques locais, oferecemos aos usuários a possibilidade de importação direta”, afirmou Sérgio Medeiros, gerente da Grupar. Dentro da oferta atual também se destacaram promotores de adesão, silicones acrilados, monômeros e oligômeros para tintas UV, fabricados na Suíça pela Rahn, além de resinas poliéster para sistemas híbridos, fabricadas pela Cray Valley, da Espanha.  

Fontes asiáticas – Ampliando sua oferta para o mercado nacional, a Carbono também foi buscar em fontes asiáticas catalisadores e fotoiniciadores para sistemas de cura UV. São octoatos metálicos, poliamidas aminas e polioxialquilenoaminas – catalisadores desenvolvidos para sistemas epoxídicos –, representando os mais recentes acréscimos feitos à linha.  

 

Cuca Jorge
Medeiros: aditivos nobres se destacam

No segmento de resinas epóxi, destacou-se a ampla linha fabricada pela Nan Ya. Considerada a terceira maior fabricante mundial de resinas epóxi e uma das maiores detentoras de tecnologias de síntese,  a empresa aportou no mercado brasileira via Carbono, oferecendo formulações líquidas e sólidas, com diferentes propriedades físico-químicas, direcionadas a diversos mercados.  

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