A empresa destacou a linha de máquinas SBO 8 série 2+, com capacidade de 0,25 l a 0,3 l, em cadência de 12.800 garrafas/hora, porém sob uma ótica nova, já que a família consta do portfólio da Sidel há algum tempo.
O PP é mais barato que o PET, mas a aparência apenas
translúcida das garrafas confeccionadas com a poliolefina não
favoreciam sua utilização. Não que a Sidel acredite
que o PET será deslocado pelo PP, já que interessa à própria empresa
manter o mercado em que tem forte atuação. “Mas queremos mostrar que
essa possibilidade existe com a máquina da Sidel, que pode operar com uma
ou outra resina, com o adicional de que a garrafa de PP é muito
semelhante à de PET”, afirmou Marta. Além disso, reforça a
coordenadora, é possível moldar garrafas de PP com os mesmo designs
utilizados para o PET, com uma vantagem adicional: a garrafa de PP pode
ser soprada a quente, ao passo que o PET deve necessariamente ser
resfriado. “Mesmo no Brasil já há
muitas garrafas de PP, mas elas não possuem boa aparência, e são feitas
por extrusão-sopro. A máquina da Sidel opera por injeção-sopro, e
existe uma diferença de qualidade entre esses processos”, pondera
Marta. A Sidel também aproveitou
a ocasião da feira para anunciar o início da produção de enchedoras na
fábrica de São Paulo. Antes importadas da Itália, as máquinas eram de
difícil comercialização, mas a empresa pretende reforçar sua presença
no segmento de enchimento, em que não desfruta do mesmo status
exibido em sopro. “Esperamos movimentar esse mercado”, atesta Marta. A
Sidel, inclusive, já vendeu a primeira enchedora para uma linha de produção
de 10.000 garrafas/hora. Dosagem contínua
– Outra européia, a alemã Schenck, com filial instalada em
Jurubatuba-SP, destacou sua tradicional linha de balanças dosadoras de
correia. De acordo com o supervisor de vendas Luiz Marino, os equipamentos
são destinados à dosagem gravimétrica contínua de materiais a granel,
e apresentam vantagens em relação aos dosadores de roscas, que podem
danificar o material dosado, ou serem inadequados quando o material dosado
é muito abrasivo. O equipamento é dotado de
sistema automático de tensionamento e alinhamento da correia, e incorpora
um sistema para anular um dos principais problemas que influenciam a
precisão de balanças dosadoras desse tipo: a influência da própria
correia. Pequenas variações em sua espessura, densidade e dureza podem
causar variações significativas nas medições. E, com o funcionamento
da máquina, as variações tendem a ser mais intensas. Esse sistema, denominado
Bic (belt influence compensation, ou compensação da influência
da correia), efetua monitoramento estatístico que adquire dados e
compensa mudanças nas características da correia, além de emitir
alarmes em caso de detecção de falhas. Os modelos de dosadora
disponíveis, DEA 300 e 600, possuem capacidades de até 660 ft3/h
(cerca de 19 l/h) e até 1.680 ft3/h
(cerca de 47,6 l/h), respectivamente, para materiais com tamanho de partícula
de até 1,5”, ou 38 mm. Válvulas – Outra novidade em processos ficou por conta do desenho exclusivo das válvulas borboleta com sedes infláveis, da norte-americana Dynamic Air, que comercializa seus produtos no País pela licenciada Dynamic Air Ltda., de São Paulo. Nas válvulas borboleta convencionais, o movimento do disco sob grande atrito com a sede resiliente provoca o desgaste da sede, reduzindo substancialmente tanto a vida útil quanto o desempenho das válvulas. No caso das válvulas com sede inflável, de acordo com o diretor da Dynamic Air Ltda., Horácio Páez, ar comprimido é utilizado para expandir a sede contra o disco, de modo a oferecer uma distribuição uniforme de pressão e uma vedação hermética.
As diversas partes das válvulas
podem ser construídas em diferentes materiais, como nos casos do corpo
(ferro fundido niquelado, ferro fundido nodular e ferro fundido revestido
com epóxi ou nylon), da sede (EPDM, buna-n, poliuretano, silicone FDA,
buna-n branca FDA e fluorelastômero) e do disco (ferro fundido nodular, aço
inox 316 convencional ou polido e nylon moldado, todos passíveis de
revestimento com PTFE, níquel e nylon), ou mesmo de outras partes, como
os parafusos do disco, as buchas, o eixo e seu selo, o anel de retenção
e as juntas e parafusos do corpo. As válvulas são projetadas em tamanhos
padrão de 2” (50 mm) a 30” (750
mm), e oferecem ótimo desempenho para aplicações com sólidos secos,
gases e lamas.
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