Cuca Jorge Sopro com PP – A Sidel, da França, é uma das principais fabricantes de sistemas para acondicionamento de líquidos alimentares em PET, mas, apesar das mais de 450 máquinas para PET instaladas na América do Sul, apostou na divulgação de garrafas sopradas de polipropileno.   
A SBO 2+, da Sidel, produz até 12.800 garrafas/h

A empresa destacou a linha de máquinas SBO 8 série 2+, com capacidade de 0,25 l a 0,3 l, em cadência de 12.800 garrafas/hora, porém sob uma ótica nova, já que a família consta do portfólio da Sidel há algum tempo. 

Originariamente desenvolvida para o sopro de pré-formas de PET, as máquinas da família 2+ podem ser adaptadas para o sopro de pré-formas de polipropileno, segundo a coordenadora de marketing para a América do Sul Marta Ferreira. 

A novidade se beneficia de parceria com a Milliken Chemical, criadora do agente clarificante para polipropileno Millad 3988, que possibilita a produção de garrafas com transparência semelhante à das garrafas de PET. 

Cuca Jorge
Sopradora de pré -formas pode operar com PET e PP, diz Marta

O PP é mais barato que o PET, mas a aparência apenas translúcida das garrafas confeccionadas com a poliolefina não favoreciam sua utilização.

Não que a Sidel acredite que o PET será deslocado pelo PP, já que interessa à própria empresa manter o mercado em que tem forte atuação. “Mas queremos mostrar que essa possibilidade existe com a máquina da Sidel, que pode operar com uma ou outra resina, com o adicional de que a garrafa de PP é muito semelhante à de PET”, afirmou Marta. Além disso, reforça a coordenadora, é possível moldar garrafas de PP com os mesmo designs utilizados para o PET, com uma vantagem adicional: a garrafa de PP pode ser soprada a quente, ao passo que o PET deve necessariamente ser resfriado.

“Mesmo no Brasil já há muitas garrafas de PP, mas elas não possuem boa aparência, e são feitas por extrusão-sopro. A máquina da Sidel opera por injeção-sopro, e existe uma diferença de qualidade entre esses processos”, pondera Marta.

A Sidel também aproveitou a ocasião da feira para anunciar o início da produção de enchedoras na fábrica de São Paulo. Antes importadas da Itália, as máquinas eram de difícil comercialização, mas a empresa pretende reforçar sua presença no segmento de enchimento, em que não desfruta do mesmo status exibido em sopro. “Esperamos movimentar esse mercado”, atesta Marta. A Sidel, inclusive, já vendeu a primeira enchedora para uma linha de produção de 10.000 garrafas/hora.

Dosagem contínua – Outra européia, a alemã Schenck, com filial instalada em Jurubatuba-SP, destacou sua tradicional linha de balanças dosadoras de correia. De acordo com o supervisor de vendas Luiz Marino, os equipamentos são destinados à dosagem gravimétrica contínua de materiais a granel, e apresentam vantagens em relação aos dosadores de roscas, que podem danificar o material dosado, ou serem inadequados quando o material dosado é muito abrasivo.

O equipamento é dotado de sistema automático de tensionamento e alinhamento da correia, e incorpora um sistema para anular um dos principais problemas que influenciam a precisão de balanças dosadoras desse tipo: a influência da própria correia. Pequenas variações em sua espessura, densidade e dureza podem causar variações significativas nas medições. E, com o funcionamento da máquina, as variações tendem a ser mais intensas.

Esse sistema, denominado Bic (belt influence compensation, ou compensação da influência da correia), efetua monitoramento estatístico que adquire dados e compensa mudanças nas características da correia, além de emitir alarmes em caso de detecção de falhas.

Os modelos de dosadora disponíveis, DEA 300 e 600, possuem capacidades de até 660 ft3/h (cerca de 19 l/h) e até 1.680 ft3/h (cerca de 47,6 l/h), respectivamente, para materiais com tamanho de partícula de até 1,5”, ou 38 mm.

Válvulas – Outra novidade em processos ficou por conta do desenho exclusivo das válvulas borboleta com sedes infláveis, da norte-americana Dynamic Air, que comercializa seus produtos no País pela licenciada Dynamic Air Ltda., de São Paulo. Nas válvulas borboleta convencionais, o movimento do disco sob grande atrito com a sede resiliente provoca o desgaste da sede, reduzindo substancialmente tanto a vida útil quanto o desempenho das válvulas. No caso das válvulas com sede inflável, de acordo com o diretor da Dynamic Air Ltda., Horácio Páez, ar comprimido é utilizado para expandir a sede contra o disco, de modo a oferecer uma distribuição uniforme de pressão e uma vedação hermética. 

Cuca Jorge Quando da abertura ou fechamento da válvula, o disco entra em contato suave com a sede desinflada, diferentemente do que acontece com os equipamentos tradicionais. “Essas válvulas também necessitam de menor torque para seu fechamento ou abertura, de modo que pode ser utilizado um atuador menor, com custo inferior”, complementa Páez. 
Torque menor propicia redução do atuador e do custo, diz Páez

As diversas partes das válvulas podem ser construídas em diferentes materiais, como nos casos do corpo (ferro fundido niquelado, ferro fundido nodular e ferro fundido revestido com epóxi ou nylon), da sede (EPDM, buna-n, poliuretano, silicone FDA, buna-n branca FDA e fluorelastômero) e do disco (ferro fundido nodular, aço inox 316 convencional ou polido e nylon moldado, todos passíveis de revestimento com PTFE, níquel e nylon), ou mesmo de outras partes, como os parafusos do disco, as buchas, o eixo e seu selo, o anel de retenção e as juntas e parafusos do corpo. As válvulas são projetadas em tamanhos padrão de 2” (50 mm) a 30” (750 mm), e oferecem ótimo desempenho para aplicações com sólidos secos, gases e lamas.                                                             

 

<<< Anterior

Próxima >>>