Ilha do frio – Outra atração dessa 20a Fispal foi a ilha de refrigeração montada pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). A ilha apresentava, simbolicamente, todas as etapas e processos envolvidos na fabricação de alimentos resfriados ou congelados, desde a fase de produção in natura (que pode ser a colheita, o abate ou a ordenha), ainda no campo, até o consumo final.  Cuca Jorge
A ilha Abrava de refrigeração retratou as etapas da cadeia do frio

O objetivo, segundo a coordenadora da ilha, Lisandra Toledo, era reforçar a importância da operação adequada em cada um dos elos da cadeia do frio, já que procedimentos errôneos podem provocar perda de qualidade do produto ou até inviabilizar sua comercialização. 

O caso de sorvetes com aspecto arenoso, segundo Lisandra, é um exemplo típico de falha em alguma etapa do processo. O objetivo da apresentação da Abrava fica ainda mais claro quando se atenta para o fato de que 60% das indústrias de alimentos e bebidas do Brasil não dispõem de nenhum controle sobre o que produzem, de acordo com Henri Stauffenegger, diretor do grupo Vidy. 

O estande da Abrava foi divido em nove setores representativos da cadeia do frio (produção, resfriamento/congelamento, estocagem frigorificada industrial, transporte frigorificado, estocagem frigorificada comercial, varejo, consumidor final do setor de alimentação e consumidor final residencial), em que figuravam equipamentos e processos utilizados nas atividades reais, complementados por um setor retratando os sistemas de controle e supervisão.  

Cuca Jorge
Lisandra: é preciso adequar elos do frio

Originária da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a York, há mais de 30 anos no Brasil, destacou duas novidades em sua participação na Fispal 2004. A empresa expôs um compressor parafuso para amônia fabricado no País. Segundo o gerente de vendas da divisão de refrigeração industrial Altair Elísio e Silva, “anteriormente todo o bloco era importado e agora somente os dois fusos são importados”, disse. A redução de custo decorrente dessa nacionalização ronda por volta de 20%, e foi possível devido ao incremento da demanda dos setores que mais utilizam a máquina – o de congelamento de aves e alguns segmentos de processos químicos, segundo Silva – já que o principal entrave para a nacionalização do compressor era o volume de vendas. 

Cuca Jorge O equipamento pode utilizar, além de amônia, refrigerantes halogenados, possui reduzido número de conexões e tubulações, e dispensa bomba de pré-lubrificação.

A York também expôs um chiller a placas com compressor alternativo, utilizado para o resfriamento de água ou de fluidos intermediários, como o propilenoglicol.

Compressor da York

Como utiliza trocadores de placas, o equipamento pode ser utilizado no resfriamento direto de produtos alimentícios, como leite, cerveja e alguns fluidos corrosivos.     

“Uma das vantagens dessa máquina é o sistema de resfriamento de cabeçote totalmente externo, que permite a limpeza durante o funcionamento da máquina. Isso não é possível em equipamentos similares”, afirmou Silva. Outras diferenças ficam por conta do sistema de bombeamento de óleo e filtros de óleo, que são igualmente externos e facilitam sua manutenção.  Cuca Jorge
Silva: demanda por máquina viabilizou produção no País

O chiller também era importado, mas agora é produzido no Brasil, incluindo os sistemas elétricos e eletrônicos que integram o conjunto.

 

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