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Melhora da economia agita fabricantes de centrífugas As
vendas de centrífugas são diretamente proporcionais aos investimentos
dirigidos à expansão da capacidade produtiva da indústria. Dessa forma,
as previsões otimistas sobre o atual momento da economia, que apontam
para o início de um período de desenvolvimento do País, são vistas
pelo setor com alento. Resta torcer para que o bom período não se
transforme em mais um “vôo da galinha”, nome dado pelos especialistas
às bolhas de crescimento da economia. “Desde o Plano Collor estamos vivendo momentos de muitas dificuldades.
Com a sucessão de crises, muitos fabricantes nacionais deixaram de
existir e, os que resistiram, ficaram brigando com os importadores. Só
nos últimos meses é que as vendas começaram a dar alguns sinais de
recuperação”, conta Antonio Ribeiro, diretor comercial da Pana
American, empresa criada em 1972 e uma das raras nacionais que
sobreviveram às dificuldades do mercado – a empresa conta com fábrica
no município de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Uma das formas que a Pana American encontrou para enfrentar a sucessão
de crises da década de 90 foi fazer um acordo operacional com a Grisanti,
empresa brasileira criada em 1925 e com fábrica em Ribeirão Pires, também
na Grande São Paulo. “Nós fabricamos exatamente os mesmos modelos e,
nos momentos de dificuldade, nos socorremos”, conta o presidente Raul
Grisanti, que mostra-se bem mais incrédulo em relação ao progresso do
mercado nacional. “As vendas estão paradas, trabalhamos apenas para
pagar impostos”, reclama.
Outra empresa que participa desse mercado com destaque é a Alfa Laval.
Criada há 110 anos na Suécia e presente no Brasil há mais de 40, a
multinacional arrecada, com a venda de centrífugas, cerca de 30% de seu
faturamento. “Nosso crescimento na venda de centrífugas no ano passado
foi de 5% a 8%. Em 2004, no mínimo, esperamos ultrapassar a casa dos
10%”, avalia o gerente comercial Ricardo Chade. O executivo não
descarta obter índice de crescimento bem mais expressivo, caso as coisas
caminhem de forma positiva na economia. O motivo do otimismo encontra-se
na composição da carteira de clientes da empresa que atende diversos
segmentos, entre os quais merecem destaque indústrias dos setores
automobilístico, sucro-alcooleiro, de celulose e papel, e naval, esses
em momento favorável a investimentos. No passado, a Alfa Laval produzia em sua fábrica localizada na capital
paulista uma gama bastante ampla de equipamentos. Com a crise iniciada no
início da década de 90, a fábrica nacional foi bastante desmobilizada.
“Hoje produzimos apenas centrífugas de menor porte. Os demais modelos são
todos importados”, revela Fabrício Navarro, engenheiro de vendas da
empresa. Uma possível reversão desse quadro só ocorrerá no caso do País
vir a apresentar índices de crescimento que permitam escala compensadora
de produção das máquinas de maior porte.
Vários
modelos – A
decantação, no entanto, é um processo demorado, que raras vezes atende
às necessidades da indústria. A
diversidade de aplicações faz com que os fabricantes do equipamento
ofereçam ao mercado modelos bastante diferenciados, não só em termos de
projeto das máquinas, mas também em relação às suas capacidades de
separação. A diversidade é tão grande que algumas empresas
fornecedoras de centrífugas não concorrem diretamente entre si. É o
caso, por exemplo, da Pana American e da Grisanti, que não atuam nos
mesmos nichos de mercado da Alfa Laval.
A seleção do equipamento mais adequado a determinada operação
depende de uma série de variáveis, como a porcentagem de sólidos
presente na mistura, o tamanho das partículas e a quantidade de mistura a
serem separadas, entre outras. “Dependendo da aplicação, as centrífugas
precisam ser dimensionadas caso a caso”, explica o engenheiro Jorge
Takano, da Pana American. O técnico adverte que, em alguns casos, elas
devem ser feitas em materiais especiais, compatíveis com o ambiente no
qual vão trabalhar - como o aço inoxidável, por exemplo, indicado para
trabalhar com produtos corrosivos. “Em determinadas ocasiões, uma
pretensa economia por parte do usuário, que prefere adquirir equipamentos
de menor custo mas fora das recomendações dos fabricantes,
pode gerar grandes prejuízos e até acidentes
graves, que colocam em risco a vida dos operadores”, adverte o
engenheiro.
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