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Bom para o PNQ - A lembrança da experiência da Polibrasil em sistemas de gestão serve para entender o que está em curso, em um grau ainda mais abrangente e sofisticado, na revisão do Atuação Responsável. Finalista do Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) em 2003 e adepta de seus critérios desde 2000, a importante produtora de polipropileno, com capital da Suzano e do grupo Basell (Basf e Shell), já transformou internamente o Atuação Responsável em parte de seu sistema de gestão integrada, realizando trabalhos que as comissões técnicas da Abiquim fazem de forma relativa no momento. "Organizamos cada código dentro das etapas de PDCA, utilizando as auto-avaliações como correspondentes à fase de controle [check] do ciclo", explicou Christianini, também o coordenador da implantação dos critérios do PNQ na empresa. Para tornar possível essa adaptação, houve necessidade de alinhamento do programa com uma série de normas ISO e similares, estas sim como parte de sistemas de gestão com o conceito de melhoria contínua embutido. Foram alinhados, em um sistema integrado e preparatório para concorrer ao PNQ, programas de qualidade total, ISO 9001, ISO 14001 (meio ambiente), OSHAS 18001/BS 8800 (segurança e saúde ocupacional), SA 8000 (responsabilidade social) e ISO TS 16949 (qualidade para indústria automobilística). O enquadramento do AR no sistema de gestão integrado da Polibrasil não denota sua fragilidade. Pelo contrário, o único problema residia justamente no seu formato sem PDCA. Tanto é assim que quando a Polibrasil se submeteu à auditoria de certificação da ISO 14001, em 2000, segundo Christianini, por já ter na época implantado o código de proteção ambiental do Atuação Responsável, ela pouco precisou fazer. A única adaptação necessária foi justamente a de incluir requisitos de controle e melhoria contínua. O mesmo ocorreu com a certificação OSHAS 18001/BS 8800 em 2001. Mas não foram só essas as provas de que o Atuação Responsável vinha sendo uma boa ferramenta estratégica para a Polibrasil. Na busca pelo seu maior objetivo, a candidatura ao PNQ, o AR também foi útil, segundo explica o gerente. Rigoroso sistema de avaliação que pontua a excelência empresarial por meio da análise de criterioso relatório, e do qual ser finalista (como foi o caso da Polibrasil) já se considera uma conquista, o PNQ faz exigências de vários requisitos já atendidos pela implantação do programa da indústria química. Já no primeiro critério do PNQ, que questiona o exercício de liderança da empresa, o AR colabora ao propor a criação de grupos multifuncionais e de comitês executivos para gerir a implantação das práticas. Atende ainda, ao fomentar a criação de comitês técnicos e conselhos comunitários, aos questionamentos referentes à existência ou não de interação com partes interessadas, sejam fornecedores, vizinhos ou clientes. "Isso sem falar que a própria adoção ao programa já é considerado no relatório do PNQ como uma medida em busca da excelência", diz Christianini. Toda a seqüência de implantação das práticas do AR fazem parte, na avaliação do PNQ, da criação de uma cultura da excelência. Ao definir indicadores de desempenho, por exemplo, uma das premissas mais recentes do programa, a empresa incorpora o critério de análise crítica avaliado pelo prêmio da qualidade e, ao adotar práticas gerenciais dos mais variados códigos, também se compromete com outro critério avaliado, o de formulação de estratégias. Além disso, ao precisar demonstrar o percentual de implementação dos códigos, a empresa mostra planejamento de medição do desempenho, outra exigência. O aproveitamento do Atuação Responsável para preparação da Polibrasil ao PNQ vai ainda mais longe e inclui o atendimento a critérios de responsabilidade socioambiental, com a identificação de aspectos e tratamento dos impactos. Nesse caso, para provar o controle sobre essas práticas, a Polibrasil contou com as auto-avaliações e o programa VerificAR, de verificação externa do Atuação Responsável e cujas auditorias foram realizadas em suas unidades em agosto de 2004. É fácil compreender o grau da ajuda que o Atuação Responsável deu à conquista da Polibrasil em ser finalista do PNQ. Além da quantidade de práticas ajustáveis aos critérios do prêmio, apresentadas em palestra por Nelson Christianini no último congresso do Atuação Responsável em julho, em São Paulo, numa simples olhada no relatório entregue para concorrer ao PNQ é possível visualizar várias citações diretas ao programa. A idéia é treinar os auditores e participantes das comissões do VerificAR, o programa de verificação externa do Atuação Responsável iniciado em 2002, para realizar apenas uma auditoria pela qual sejam dadas as notas alcançadas no programa e também concedidas todas as certificações requeridas. "Ganharíamos muito em tempo e dinheiro, não precisando 'parar' a fábrica para cada auditoria como hoje fazemos", afirmou Nelson Christianini. No caso da Polibrasil, por exemplo, apenas para o VerificAR, entre julho e agosto de 2004, foi necessário tomar uma semana de verificação em cada uma das unidades da empresa (escritório em São Paulo e fábricas em Mauá-SP, Camaçari-BA e Duque de Caxias-RJ). Isso sem falar das auditorias de manutenção ISO e de demais normas feitas a cada três anos. Essa medida de unificação de implantação de normas e auditorias vai totalmente ao encontro do anseio das empresas. Além do motivo óbvio de reduzir o tempo e diminuir as horas paradas da empresa para as verificações, a vantagem também extrapola para o relacionamento com as partes interessadas, mais em específico com os clientes. Isso porque algumas signatárias já precisaram negociar com parceiros a aceitação do Atuação Responsável como substituto de certificações ISO exigidos em contratos de fornecimento. A concessão integrada das certificações facilitaria e apressaria o entendimento. Um exemplo de negociação desse tipo ocorreu com a Basf, no Brasil, em entendimento com as montadoras Ford e GM, que passaram a exigir ISO 14001 dos fornecedores. Como a Basf não possuía essa certificação, mas estava adiantada com o AR, as montadoras, depois de um trabalho de convencimento, aceitaram a substituição de exigência. A primeira montadora condicionou a troca apenas mediante a submissão da empresa ao VerificAR, mas a segunda não chegou a esse grau de exigência.
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